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Semana em 1 Minuto #97: Reforma Tributária, Fintechs, Selic em 2020, e mais!

22 de novembro de 2019 PatrimonoPatrimono

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Reforma Tributária, Fintechs, Selic em 2020, e mais. Confira abaixo essas e outras notícias da semana:


Governo fecha proposta de Reforma Tributária –
O Ministério da Economia fechou um novo pacote de medidas para reformular o sistema tributário, que deve ser enviado ao Congresso em quatro fases.

Na primeira, prevista para já começar em novembro, o governo enviará um projeto de lei que unifica o PIS (Programa de Integração Social) e a Cofins (Contribuição para o Financiamento de Seguridade Social). As demais fases incluem mudanças na aplicação do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e a criação de uma nova alíquota de Imposto de Renda para os mais ricos.

Segundo o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, o plano é votar a reforma até março do ano que vem.

Número de empresas na bolsa bate recorde negativo, mas procura aumenta cada vez mais –
A quantidade de empresas com ações listadas na Bolsa atingiu o menor nível da série histórica iniciada pela B3 em 1996. O número está em queda contínua nos últimos 12 anos. No fim de 2007, ano marcado pela popularização de aberturas de capital, a Bolsa brasileira chegou a ter cerca de 400 empresas listadas.

Hoje, são 328 companhias com ações disponíveis. Embora o número de opções para investimento esteja encolhendo, a bolsa brasileira tem cada vez mais procura: no fim de outubro, o número de investidores na B3 chegou a 1,5 milhão.

Fintechs –
O presidente do Banco Central afirmou que cerca de 60 startups do mercado financeiro (fintech) serão autorizadas a funcionar no Brasil em 2020. Dentre essas fintechs, 13 já possuem autorização para operar e outras 20 aguardam a análise de seus pedidos. Também há expectativa de que os pagamentos instantâneos entrem em vigor até o final do ano que vem.

Aplicações de pessoas físicas somam R$3,1 Tri –
De acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais, o volume aplicado por pessoas físicas em produtos financeiros no Brasil aumentou 8,4% neste ano, alcançando R$3,1 trilhões em setembro.

O crescimento foi puxado pelo varejo de alta renda, com crescimento 14,3%, e pelo private banking, com 13,3% – o varejo tradicional, no entanto, recuou de 2,6% no período. Os produtos mais conservadores, como a poupança e o CDB, também registraram queda.

Mercado eleva projeção do PIB e reduz projeção da Selic para 2020 –
Depois de uma série de revisões para baixo, o mercado manteve estável sua projeção de inflação para 2020 em 3,60%, mas elevou sua projeção de 3,31% para 3,33% em 2019. A projeção de PIB para 2019 permaneceu estável em 0,92%.

Para 2020, entretanto, o mercado elevou sua projeção de 2,08% para 2,17%, resultado das melhores leituras do IBC-Br, do comércio e do setor de serviços em setembro. A projeção da taxa de câmbio para 2019 e 2020 permaneceu estável em 4,00. Enquanto isso, a projeção da taxa Selic para 2019 permaneceu estável em 4,50% e a de 2020 foi reduzida de 4,50% para 4,25.

Campos Neto reforça cautela em possível corte de juro adicional em 2020 –
De acordo com o Valor Econômico, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, voltou a citar eventuais cortes de juros em 2020, afirmando que qualquer movimento adicional deve ser feito com cautela. A sinalização faz parte da comunicação oficial do Comitê de Política Monetária, mas esteve ausente nas quatro últimas apresentações públicas feitas por Campos desde a última reunião do Copom.

Roberto Campos também explicou como o Banco Central poderá reagir na hipótese de uma depreciação cambial que leve a uma deterioração das expectativas de inflação, afirmando que, nesse cenário, a atuação do BC deveria ser diferente.

PIB cresce 0,1% no terceiro trimestre –
A economia brasileira cresceu 0,1% no 3º trimestre do ano em comparação com os 3 meses anteriores, apontou a FGV. Ainda segundo o Monitor do PIB da Fundação Getúlio Vargas, de todos os grandes setores analisados, apenas a indústria não apresentou crescimento.

O consumo das famílias cresceu 1,9%, com destaque para o segmento de produtos duráveis, e já é responsável por quase dois terços do Produto Interno Bruto. O resultado oficial do PIB do 3º trimestre será divulgado pelo IBGE em dezembro.

Estas foram as principais notícias desta semana.
Ótimo final de semana e até a próxima sexta!

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