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Semana em 1 Minuto #85: PIB do 2º Trimestre, Novo indexador da Poupança, Argentina, Guerra Comercial, e mais!

30 de agosto de 2019 PatrimonoPatrimono

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PIB do 2º Trimestre, Novo indexador da Poupança, Argentina, Guerra Comercial, e mais. Confira abaixo essas e outras notícias da semana: 

PIB do país cresce acima do esperado – 
Segundo dados do IBGE, o Produto Interno Bruto brasileiro cresceu 0,4% no 2º trimestre, na comparação com os 3 primeiros meses do ano. O resultado é acima do esperado, embora pouca coisa.

Em valores correntes, o PIB no segundo trimestre de 2019 totalizou R$1,780 trilhão. A alta foi puxada pelos ganhos da indústria (0,7%) e dos serviços (0,3%).

Investimento público deve cair a menor patamar já registrado – 
Os investimentos previstos no Orçamento de 2020 devem cair para a faixa de R$25 bilhões a R$30 bilhões, uma queda de até 40% em comparação com os R$35 bilhões a R$40 bilhões estimados para 2019.

A expectativa é de que o setor privado suprisse a lacuna, mas o plano esbarra na espera pela conclusão de reformas, a alta ociosidade da indústria e a turbulência internacional.

O ano de maior aporte foi o de 2014: R$103,2 bilhões, corrigidos pela inflação.

Governo estuda possibilidade de alterar o indexador da Poupança –
De acordo com matérias divulgadas pela mídia no final de semana, o governo está discutindo a possibilidade de alterar o indexador da poupança em paralelo à mudança no indexador dos contratos imobiliários.

Ainda que a discussão esteja em uma fase preliminar, a ideia seria fazer com a caderneta também passasse a ser atrelada à inflação e não mais à TR (taxa referencial). Apesar de o governo considerar a TR pouco transparente e pouco atrativa para os investidores, os bancos privados estão pouco animados com as linhas atreladas ao IPCA.

Um dos principais motivos do desânimo é o risco de inadimplência em caso de disparada da inflação, o que já chegou a acontecer em outros momentos da história brasileira.

Intervenção do Banco Central –
O Banco Central (BC) interviu no mercado à vista, em resposta à disparada da moeda norte-americana aproximada a níveis recordes. A medida foi tomada quando o dólar já estava acima de R$4,19.

A autoridade monetária entrou no mercado vendendo dólares e derrubou a cotação para 4,12 ao longo desta semana.

Moratória da Argentina –
O ministro da Fazenda da Argentina, Hernán Lacunza, anunciou um pacote de extensão dos prazos das dívidas do país, cujo valor é de US$57 bilhões. Lacunza afirmou que por “sugestão da oposição, haverá uma redefinição do perfil” da dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para que o próximo governo “possa implantar sua política sem condicionantes financeiras”.

O ministro também afirmou que ao estender os prazos das dívidas, haverá mais reservas em dólares disponíveis para intervir no mercado cambial e conter a alta do dólar. Atualmente o país atravessa fortes turbulências financeiras, com uma depreciação superior a 20% do valor do peso e uma subida maior que 2.000 pontos no índice de risco do país.

Guerra Comercial –
O ministério do Comércio da China, informou que Pequim e Washington permanecem em “efetiva comunicação” sobre a disputa comercial em andamento, além de priorizar discussões sobre a remoção das tarifas mais recentes anunciadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

Economistas acreditam que a China pode usar outros meios para se contrapor aos EUA, já que o país tem mais limitação em usar as sobretaxas, pois importa menos produtos dos EUA.

Diante da percepção da melhora nas negociações entre os dois países e com a sinalização de mais estímulos pelo Banco Central Europeu (BCE), o Ibovespa teve alta de 2,37% e chegou aos 100.524 pontos. Em Nova York, os três principais índices subiram mais de 1%. 

Estas foram as principais notícias desta semana.

Ótimo final de semana e até a próxima sexta!


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