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Semana em 1 Minuto #82: Corte nos juros de Brasil e EUA, Privatização da Eletrobras, Guerra Comercial, e mais!

2 de agosto de 2019 PatrimonoPatrimono

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Corte nos juros de Brasil e EUA, Privatização da Eletrobras, Guerra Comercial, e mais. Confira abaixo essas e outras notícias da semana: 

Copom reduz taxa básica de juros para 6% ao ano – 
O Banco Central anunciou o primeiro corte na taxa no governo Bolsonaro. Em decisão unânime do Comitê de Política Monetária, a Selic caiu de 6,5% para 6% ao ano – trata-se do seu menor patamar desde 1999, quando passou a ser utilizada como instrumento de política monetária.

O BC havia colocado o avanço da reforma da Previdência como condição para um novo ciclo de cortes. A expectativa agora, segundo a própria sinalização do Banco Central é de que os próximos cortes sejam condicionados ao avanço das reformas e controle inflacionário. Especialistas já apontam para um novo corte até o final do ano, podendo chegar à 5,5%.

BNDES e BNDESPar devem vender R$35bi em ativos até o final do ano –
De acordo com o jornal Valor Econômico, o BNDES e o BNDESPar (empresa de participações) devem vender R$35 bilhões em ações e participações em empresas estatais e privadas até o final desse ano.

Diversas instituições do setor financeiro teriam mostrado interesse especial nas ações da Petrobras e JBS, mas também teriam mostrado algum interesse em outras empresas, tais como Copel e Cemig. As ações de Petrobras detidas pelo BNDES e BNDESPar somam aproximadamente R$50 bilhões e por isso devem ser vendidas em parcelas ao longo de dois anos. Já as ações de JBS somam aproximadamente R$14 bilhões.

O desinvestimento faz parte da nova diretriz do novo governo de reduzir sua presença no capital de empresas e de acordo com o presidente do BNDES, Gustavo Montezano, a intenção inicial é de se desfazer de até R$100 bilhões em participações entre 2019 e 2020.

Bolsonaro aprova privatização da Eletrobras – 
O presidente deu sinal verde para que a União deixe o controle da empresa de energia. Agora, serão feitos estudos para definir qual será o modelo de venda de ações da companhia na Bolsa a ser adotado. A expectativa é de que o processo seja realizado ainda em 2019.

Anteriormente, o governo previu receitas de R$12 bilhões com a privatização da empresa. Porém, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou que o total obtido na operação irá depender das condições de mercado.

Mesmo com economia fraca, carga tributária bate recorde – 
O peso dos impostos para empresas e pessoas físicas no Brasil subiu 1,33%, atingindo o pico histórico de 35,07% do PIB em 2018 – o equivalente a R$2,39 trilhões. No ano, cada habitante recolheu o equivalente a R$11.494 em tributos em média.

Em outras palavras, o brasileiro teve de trabalhar cerca de 128 dias apenas para conseguir quitar os seus compromissos com o pagamento de impostos. 

Taxa de juros também sofre corte nos Estados Unidos –
O Fed (Banco Central dos Estados Unidos) cortou a taxa de juros anual do país em 0,25%. O anúncio foi feito por Jerome Powell, presidente do Fed, chamando a medida de “política de ajuste de meio de ciclo”.

As taxas de juros federais passaram da faixa de 2,25 – 2,5 pontos percentuais para 2 – 2,25 pontos percentuais. Essa foi a primeira redução das taxas de juros americanas desde a grande crise econômica de 2008.

Trump afirma que busca acordo com Brasil – 
O presidente norte-americano declarou que tem um bom relacionamento com o Brasil e que pretende avançar em um acordo de livre comércio com o país. “O Brasil é um grande parceiro comercial. Eles nos cobram muitas tarifas, mas nós amamos essa relação”, disse o líder dos Estados Unidos, que também elogiou o presidente brasileiro Jair Bolsonaro.

No ano passado, o governo Trump impôs tarifas sobre o aço e o alumínio do Brasil e outros países, na tentativa de favorecer a indústria de metais dos Estados Unidos.

Guerra comercial entre EUA x China impacta mercado global, incluindo Brasil –
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou ontem a imposição de tarifa de 10% sobre US$300 bilhões de produtos importados da China. A medida foi inesperada, uma vez que as sinalizações emitidas recentemente por ambos os países indicavam uma evolução, ainda que gradual. Após o anúncio, subiu o tom da ameaça ao dizer que a alíquota de 10% poderia virar 25% na segunda-feira.

Estas foram as principais notícias desta semana.

Ótimo final de semana e até a próxima sexta!

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