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Semana em 1 Minuto #6: flexibilização da reforma da previdência, projeção do PIB elevada, rebaixamento da nota de crédito e mais

12 de janeiro de 2018 PatrimonoPatrimono

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O ano começou e a Semana em 1 Minuto voltou!

As primeiras semanas do ano foram agitadas com algumas novidades no mercado político-econômico. Entre elas, os principais destaques foram:

Pesquisa do BC mostra que brasileiro não poupa

Uma pesquisa divulgada pelo Banco Central, feita em parceria com a Serasa Experian e o Ibope, apontou que o brasileiro não tem o hábito de poupar e não se planeja financeiramente.

O levantamento aponta que, embora 64% dos brasileiros afirmem pagar suas contas em dia, 56% dos entrevistados assumiram não fazer orçamento doméstico ou familiar, além de 69% não ter poupado nenhuma parte da renda recebida nos últimos 12 meses.

Embora 72% terem dito pensar com cuidado se poderão pagar uma compra, 50% sentiram que, alguma vez nos últimos 12 meses, as despesas foram maiores que a renda.

Dos 31% que pouparam parte da renda, mais da metade guardou menos do que 10%; 30% pouparam entre 11% e 20% da renda; 12%, entre 21% e 30% dos vencimentos; e apenas 5% afirmaram ter poupado mais de 31% do dinheiro recebido nos últimos 12 meses. 

Planalto avalia flexibilizar mais a reforma previdenciária

Segundo a Folha, o presidente Michel Temer avalia igualar as regras de aposentadoria dos agentes penitenciários às dos policiais federais e legislativos. A proposta é discutida como uma maneira de reverter os votos de pelo menos dez deputados que se declaram indecisos.

Pelo último balanço, o governo conta com 260 votos favoráveis à reforma e enxerga pelo menos cem parlamentares indecisos. A meta é conseguir virar metade deles até 19 de fevereiro, data prevista para a votação da proposta.

Além dessa flexibilização, o Planalto avalia a redução da idade mínima das mulheres de 62 para 60 anos e uma regra de transição mais benéfica para quem ingressou no funcionalismo antes de 2003.

Pelas flexibilizações feitas até o momento, a economia prevista com a reforma será de 60% do valor original, de R$ 793 bilhões em dez anos.

Temer prefere Meirelles na Fazenda do que na eleição

Em conversa com o Estado, o presidente Michel Temer Temer elogiou o governador Geraldo Alckmin (PSDB), admitiu preferir que o ministro Henrique Meirelles (PSD) continue na Fazenda a disputar a eleição e opinou que o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) tende a disputar a reeleição à Presidência da Câmara, mas “só tem a ganhar” ao se movimentar pela sucessão presidencial. Segundo Temer, Alckmin preenche os requisitos de “segurança e serenidade”.

Vendas no Varejo surpreendem

Segundo o IBGE, no mês de novembro as vendas no varejo avançaram 0,7% ante outubro, surpreendendo positivamente em torno da expectativa de 0,3%. Na comparação anual, alta de 5,9% ante 3,8% aguardados.

No varejo ampliado, que inclui, além do varejo, as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, o indicador subiu 2,5% em novembro ante outubro, bem acima dos 0,3% aguardados pelo mercado.

Setor de Serviços melhor que o esperado

Em novembro, o setor de serviços cresceu 1,0% ante outubro, após recuos de 0,8% em outubro e de 0,1% em setembro, segundo o IBGE. Na comparação anual, o indicador recuou 0,7%, enquanto investidos aguardavam queda de 1,0%.

IPCA surpreende para cima

Segundo o IBGE, no mês de dezembro o IPCA registrou uma alta de 0,44% ante novembro, resultado bem acima dos 0,30% projetados pelo mercado. Assim, o IPCA acumulado em 2017 foi 2,95% e ficou 3,34 p.p. abaixo dos 6,29% registrados em 2016. Esse acumulado foi o menor desde 1998 (1,65%). Apesar disso, a inflação de 2017 ficou em 2,95%, menor patamar dos últimos 19 anos.

Banco mundial eleva projeção para PIB do Brasil

O Banco Mundial elevou as projeções do crescimento do Brasil para 2017, 2018 e 2019, de acordo com o relatório Perspectivas Econômicas Globais. Para este ano, a estimativa agora é de alta de 2,0%, superior ao 1,8% projetado em junho.

Em relação a 2017, a previsão registrou maior avanço, de 0,3% para 1,0%. Para 2019, a instituição elevou seu número para o PIB de 2,1% para 2,3%. Para 2020, o Banco Mundial aponta que o País apresentará uma alta de 2,5%.

Agência S&P rebaixa nota de crédito do Brasil

A agência de avaliação de risco Standard & Poor’s rebaixou a nota de crédito da dívida do Brasil de “BB” para “BB-“. O país está agora três degraus abaixo do grau de investimento (concedido a países que são considerados bons pagadores).

É o primeiro rebaixamento por uma agência no governo do presidente Michel Temer. O atraso nas reformas e as incertezas sobre a eleição presidenciável deste ano estão entre os principais fatores que pesaram na decisão da S&P.

“O enfraquecimento da nossa avaliação sobre o Brasil reflete um progresso mais lento que o esperado e o fraco apoio da classe política do país para implementar uma legislação significativa para corrigir em tempo hábil a piora fiscal”, afirma.

O custo das emissões das companhias no exterior tende a subir com o corte do rating do Brasil pela S&P, mas não deve afetar a demanda. A discussão para abrandar a “regra de ouro” também é um outro sinal, de acordo com a S&P, de que a classe política não está disposta a enfrentar os problemas fiscais.

 


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