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Semana em 1 Minuto 44: Bolsa dispara após primeiro turno; Banco Mundial e FMI reduzem expectativa de crescimento do Brasil; Juros e tensão comercial nos EUA; IGP-M; e mais!

11 de outubro de 2018 PatrimonoPatrimono

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Bolsa dispara após primeiro turno; Banco Mundial e FMI reduzem expectativa de crescimento do Brasil; Juros e tensão comercial nos EUA; IGP-M; e mais.

Confira abaixo essas e outras notícias da semana:

 

Pesquisa Datafolha: Bolsonaro 58% e Haddad 42% –
Segundo pesquisa Datafolha, divulgada ontem à noite, Bolsonaro registrou 58% das intenções de votos válidos e Haddad, 42% no segundo turno. Como no primeiro turno, Bolsonaro só perde regionalmente para Haddad no Nordeste, com 32% dos votos totais, vs Haddad 52%. A reação do mercado deveria ser positiva, mas com o panorama internacional em modo de aversão a risco, isso não é garantido.

 

Estratégia Brasil: Bolsonaro favorito, Bolsa em foco –
O time político da XP destacou que o desempenho de Bolsonaro no primeiro turno o mantém como favorito na disputa, seja pela votação recebida – muito próxima dos 50% – seja pelo quadro das disputas nos Estados ou ainda pela equiparação de armas na campanha de segundo turno.

Importante também destacar a surpresa na distribuição das cadeiras da Câmara, na qual a centro-direita chegou em perto de 380 (50 do PSL de Bolsonaro) e a esquerda a pouco mais de 130 deputados, o que joga a favor da governabilidade de Bolsonaro caso seja eleito, assim como na potencial aprovação das reformas.

No cenário Bolsonaro, vemos a bolsa como um dos ativos mais atrativos no Brasil (seguido pela curva longa e por último o dólar), seja pelo desconto que a bolsa negocia em relação ao seu histórico, pela potencial revisão positiva de lucro para os próximos anos ou pela alocação baixa a bolsa no Brasil vis a vis o histórico.

Para a equipe de análise da XP, os papeis que se beneficiam do Bolsonaro: (1) Cemig, (2) Bancos – Banco do Brasil em foco, além do Bradesco; (3) Petrobras; (4) Aéreas – Gol mais alavancado; (5) Consumo – Localiza, B2W e Lojas Americanas; (6) Aço – Usiminas em foco.

 

Banco Mundial corta previsão de crescimento do PIB do Brasil –
A instituição avalia que a situação geral do Brasil ‘parece preocupante, com considerável incerteza política’. A previsão de crescimento do PIB saiu de 2,5% e foi para 2,2. Ainda segundo o estudo do Banco Mundial, a expectativa do brasileiro para crescimento da economia saiu de 2,4% e foi para 1,2%.

Apesar da piora do cenário, o relatório do Banco Mundial também cita a situação dos vizinhos do país, onde a crise é ainda pior: “É esperado que o Brasil se saia melhor que a vizinha Argentina, mas mesmo assim bem abaixo das previsões iniciais”, afirma o documento.

 

FMI reduz a previsão de crescimento do Brasil em 2018 e 2019 –
As projeções do Fundo Monetário Internacional, que nesta segunda-feira deu início à sua reunião anual com o Banco Mundial em Bali, na Indonésia, agora são de 1,4% e 2,4%. Os dados estão publicados no documento Perspectiva Econômica Mundial, com o título “Desafios para crescimento constante”.

A redução da previsão para este ano foi uma das maiores já feitas pelo FMI. Em abril, o Fundo estimou que a economia brasileira avançaria 2,3% neste ano e 2,5% no próximo. “A previsão de crescimento para 2018 é menor que a projeção de abril em 0,9 ponto porcentual por causa das interrupções causadas pela greve dos caminhoneiros e pelas condições financeiras externas mais apertadas”, destaca o relatório.

 

Queda acentuada: Juros, tensão comercial e aversão ao risco
Ontem o S&P 500 teve seu pior dia desde fevereiro de 2018, além disso, o Nasdaq 100 também teve seu pior dia desde 2011. Nenhum motivo específico, além do medo acumulado de taxas de juros crescentes e tensão comercial entre EUA e China. ​O movimento continuou hoje na Europa e na Ásia, e os investidores buscam proteção com ações de crescimento e desempenho superior.

 

IGP-M, índice usado em contratos de aluguel, acumula 10,99% em 12 meses –
O IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) registrou inflação de 1,06% na primeira prévia de outubro deste ano, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). A alta foi provocada pela escalada dos três subíndices que compõem o IGP-M: o Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede o atacado e subiu 0,2% no período; o Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo e saiu de uma deflação de 0,04% em setembro para inflação de 0,44% em outubro; e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que foi de 0,1% em setembro para 0,31% em outubro.

 

BRF tenta vender ativos no exterior até o final do ano –
O plano da companhia de alimentos é concluir essa operação na Argentina, Europa e Tailândia até dezembro. Trata-se de uma estratégia agressiva: a companhia pretende levantar cerca de R$5 bilhões com venda de negócios poucos estratégicos para reduzir suas dívidas.

O plano foi divulgado por Pedro Parente, há quatro meses comandando a BRF, em evento com investidores. No segundo tri, a BRF registrou prejuízo de R$1,57 bilhão. A expectativa é recuperar as quedas de margens de lucros ao longo do próximo ano para retomar níveis históricos até 2020 e crescer a partir de 2021.

 

Eletrobras: Perspectivas mais baixas de privatização após as declarações de Jair Bolsonaro –
As ações da Eletrobrás fecharam em queda de -9% devido a uma entrevista em que o candidato presidencial Jair Bolsonaro declarou ser contra a privatização da empresa estatal. O candidato afirmou que se opõe à venda de ativos de geração para estrangeiros, particularmente para os chineses.

Dado que Fernando Haddad também é contra o processo de privatização, haverá grande incerteza se a Eletrobras será privatizada a partir de 2019 independente do cenário eleitoral.

 

Estas foram as principais notícias desta semana.

Ótimo final de semana e até a próxima sexta!

 

 

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