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Semana em 1 Minuto 37: Mercado questiona Banco Central sobre política cambial; Pesquisas eleitorais; Ata do FED; IPCA-15; e mais!

24 de agosto de 2018 PatrimonoPatrimono

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Mercado questiona Banco Central sobre política cambial; Pesquisas eleitorais; Ata do FED; IPCA-15; e mais. Confira abaixo essas e outras notícias da semana:

 

Pesquisas trazem volatilidade, mas cenário não mudou
Em pesquisa divulgada pelo Datafolha, na disputa sem Lula, Bolsonaro lidera com 22%, seguido por Marina (16%), Ciro (10%), Alckmin (9%), Alvaro Dias (4%) e Haddad (4%). No cenário com Lula, o ex-presidente aparece como primeiro colocado com 39% das intenções de voto, seguido por Bolsonaro (19%). O resultado segue a linha da pesquisa do Ibope de segunda, que trouxe volatilidade e levou a bolsa a cair 1,5%.

O receio é de uma eleição de um governo menos comprometido com reformas. Dito isso, em linhas gerais, as pesquisas não trouxeram grandes novidades, com resultados muito parecidos aos da pesquisa XP. Na visão do time político, tempo de televisão e financiamento são determinantes para o sucesso de uma campanha, mas isso deve ser refletido nas pesquisas somente às vésperas da eleição, e portanto a percepção de risco deve continuar elevada.

 

Após disparada, mercado questiona se BC não devia intervir para frear o dólar –
O Banco Central precisa refinar sua estratégia, segundo o portal TradersClub, se for agir para acalmar o mercado de câmbio neste novo surto de volatilidade. A desvalorização de mais de 9% na moeda brasileira ante o dólar não só está afetando o mercado de câmbio, mas os juros e a bolsa também.

Para alguns dos contribuidores do portal, a condução da política cambial não pode replicar a atuação de maio e junho, quando a autarquia irrigou o mercado com US$20 bilhões em swaps cambiais, mas não conseguiu estabelecer um teto para o câmbio.

Evitar erros, assim como melhorar a comunicação com o mercado, torna-se fundamental para que a estratégia, se implementada, atinja seu objetivo, disse um gestor de mercado.

Em junho, logo após a greve dos caminhoneiros, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou que não elevará os juros para conter a volatilidade do câmbio, reiterando que a política monetária não tem relação com a política cambial.

 

Lewandowski marca audiência sobre venda de controle de estatais
O ministro do Supremo, Ricardo Lewandowski marcou para 28 de setembro a audiência pública para discutir a venda do controle acionário de empresas públicas, sociedades de economia mista e de suas subsidiárias.

Em junho, o ministro proibiu a venda de estatais que significasse perda do controle por parte do governo, sem aval do Congresso, medida que gerou insegurança sobre os processos de privatizações, levando a Petrobras, por exemplo, a suspender (mas não cancelar) processos de venda de subsidiárias. Ainda não há previsão de quando o assunto será analisado e a liminar segue valendo.

 

Ata do Fed ressalta riscos da guerra comercial
O Fed indicou que deve subir juros no próximo mês, visando conter uma potencial alta da inflação. Além disso, destacou uma preocupação maior com o impacto da guerra comercial para o crescimento.

A alta de juros, assim como a potencial escalada da guerra comercial podem trazer volatilidade aos mercados ao longo do segundo semestre.

EUA e China: tarifas de US$16 bilhões por ambas as partes; as negociações comerciais começam –
As últimas tarifas de US$16 bilhões entraram em vigor, acumulando US$50 bilhões até o momento. Reuniões em Washington devem delinear o caminho para conversas mais avançadas em novembro, mas sem grandes atualizações esperadas por enquanto.

 

Petrobras é a empresa brasileira que mais lucrou no segundo trimestre –
A empresa teve lucro de R$10 bilhões no período. Itaú (R$6,2 bilhões) e Bradesco (R$4,5 bilhões) completam o pódio das empresas nacionais que mais lucraram de abril a junho de 2018. O setor mais lucrativo foi o dos bancos, fechando o período com resultado positivo de R$17,6 bilhões — aumento de 15,5% em relação ao mesmo período de 2017.

As maiores perdas foram no setor de Papel e Celulose, com prejuízo de R$3,01 bilhões no período. Os dados são de um levantamento da Economática, que considerou 306 companhias brasileiras abertas, de 26 setores diferentes.

 

Lucro dos maiores bancos do Brasil tem alta de 15% no 2º trimestre –
O lucro líquido somado de Bradesco, Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Santander Brasil e Caixa atingiu R$21,27 bilhões de abril a junho deste ano. O desempenho foi impulsionado, em boa parte, pelo menor gasto dos bancos com a inadimplência: os gastos com devedores duvidosos somaram R$20,3 bilhões no segundo trimestre, queda de 22,3% em 12 meses.

Ainda que tenham apresentado melhora na oferta de crédito, as instituições financeiras estão dedicadas a aumentar as receitas com tarifas e serviços, já que a demanda por empréstimo ainda não se recuperou.

 

IPCA-15 de agosto registrou alta de +0,13%
O IPCA 15 desacelerou para 0,13% em agosto, após marcar alta de 0,64% em julho. Este foi o resultado mais baixo da prévia da inflação oficial para os meses de agosto, desde 2010. No acumulado do ano, a variação foi de 3,14%, e o acumulado dos últimos doze meses ficou em 4,30%.

 

Estas foram as principais notícias desta semana.

Ótimo final de semana e até a próxima sexta!

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