Semana em 1 Minuto 34: Copom mantém Selic em 6,50%; Fed deixa juros inalterados nos EUA; Resultado do Itaú no 2T18; BRF refinancia mais uma parte da dívida; e mais.

3 de agosto de 2018 PatrimonoPatrimono

Se você preferir, pode ouvir este resumo em áudio aqui:

Além disso, você pode ouvir a Semana em 1 Minuto no seu leitor de podcast favorito. Basta procurar por “Patrimono TV” e assinar!

 

Copom mantém Selic em 6,50%; Fed deixa juros inalterados nos EUA; Resultado do Itaú no 2T18; BRF refinancia mais uma parte da dívida; e mais. Confira abaixo essas e outras notícias da semana:

Copom deixa Selic em 6,50% a.a., como esperado ​-
O Banco Central deixou a taxa Selic estável em 6,50% a.a. na reunião do Copom desta semana, como esperado por investidores. O comunicado da decisão teve 2 pontos que chamaram a atenção, no primeiro a instituição aponta que está confirmando sua expectativa que os efeitos na inflação da greve dos caminhoneiros foram transitórios.

O segundo, sobre o cenário internacional, o qual entendem que o clima ainda merece atenção, mas está menos preocupante do que quando se reuniram anteriormente (junho).

Mercado vê taxa Selic estável até fim de 2018 –
Em levantamento feito pelo Valor, apenas quatro de um grupo de 37 entrevistados esperam que o juro volte a subir ainda neste ano. Foi apontada a fraca atividade econômica limitando a alta da inflação, e o cenário dos especialistas considera que, qualquer que seja o candidato vitorioso nas Eleições, terá que caminhar na direção de um ajuste fiscal, uma vez que a margem de manobra é muito pequena.

Para o fim de 2019, há cenários bastante diferentes para a política monetária. A maioria – 15 economistas – espera que a Selic suba para 8% ao ano até o encerramento do próximo ano.

Brasil Política: Lula fora da TV –
Segundo o jornal Folha, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve impedir que o ex-presidente Lula apareça como candidato no programa de TV do PT durante a programação do horário Eleitoral, independentemente do fato de seu julgamento não ter sido finalizado.

Os mercados devem ter uma reação positiva com o PT com menos ferramentas para voltar ao poder. Gravações feitas antes da prisão ainda poderiam ser mostradas em programa de um outro candidato do PT.

Bolsonaro no Roda Viva –
O candidato se anunciou como um candidato liberal, disse que quer privatizar a maioria das empresas estatais e quer aprovar uma reforma previdenciária, mas se contradisse quando perguntado sobre a reforma previdenciária dos militares e policiais. Ele afirmou que eles precisam de um plano de pensão especial.

Ciro fala em substituir Reforma Trabalhista –
Em entrevista à Globonews, o candidato Ciro Gomes contestou o fim do imposto sindical e outros pontos da Reforma Trabalhista recém aprovada, afirmando que pretende substituir por uma nova Reforma. Ciro defendeu a tributação sobre lucros e dividendos e afirmou que pretende desfazer o acordo entre Boeing/Embraer.

Por outro lado, o candidato também se mostrou comprometido com o ajuste fiscal, citando que levaria as contas para um superávit em 2 anos.

Fed deixa juros inalterados, como esperado –
O banco central dos Estados Unidos deixou a taxa de juros inalterada em 2,0% a.a., como esperado. O destaque que chamou a atenção de analistas foi a troca no termo “sólida” para “forte”, ao descrever a economia americana.

Com isso, investidores acreditam que a alta de juros em setembro está praticamente certa, e a da reunião em dezembro tem altas chances de se confirmar, fazendo com que o Fed encerre o ano com os juros em 2,50% a.a.

IGP-M desacelera em julho
Segundo a FGV, o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) variou 0,51% em julho, ante 1,87% no mês anterior, que havia sido impactado pela greve. Com este resultado, o índice acumula alta de 5,92% no ano e de 8,24% em 12 meses. O resultado vai em linha com a desaceleração forte de preços que estamos observando nas coletas, o que indica um segundo semestre com preços avançando de forma controlada e sem carrego dos impactos da greve.

 

Apple se torna a 1ª empresa a valer US$ 1 trilhão –
Às 12h50 desta quinta-feira (2), as ações da companhia na Bolsa de Nova York atingiram US$ 207,05. A empolgação dos investidores se deve ao balanço para lá de positivo apresentado pela fabricante do MacBook nesta semana. Entre abril e junho, a receita subiu 17%, puxada pelas boas vendas do iPhone X. Com o feito, a Apple passou a valer mais do que todas as empresas com ações na Bolsa brasileira — que, somadas, chegam a US$ 847,6 bilhões.

 

Itaú 2ºTri 2018: Levemente abaixo do esperado, mas com pontos positivos –
O Itaú divulgou o resultado do 2T18 nesta semana, com R$17,3 bi de Margem Financeira Bruta, 2% a mais que o 2T17, e R$6,4 bi de lucro líquido. Conforme observado nos resultados de Bradesco e Santander na semana passada, a inadimplência e as provisões seguiram melhorando, com a última contraindo 4,9% no trimestre e 19,5% no ano.

A receita de tarifas ficou em R$8,7bi e as despesas não decorrentes de juros foram o principal destaque negativo devido a eventos pontuais.

 

BRF refinancia mais dívidas –
A BRF comunicou ontem o refinanciamento das linhas de crédito junto ao Banco do Brasil no montante de ~R$3,2 bilhões, entre rolagens e novas captações, e prazos de até 3 anos. Adicionalmente ao ~R$1,1 bilhão refinanciado junto ao Banco Bradesco (anunciado em 2 de julho) a companhia atingiu o montante de ~R$4,3 bilhões em dívidas refinanciadas em julho de 2018.

Tais medidas são positivas na visão da XP e estão em linha com o foco da empresa de melhorar sua estrutura de capital.

 

Estas foram as principais notícias desta semana.

Ótimo final de semana e até a próxima sexta!

Veja Também