Semana em 1 Minuto 33: Centrão apoia Alckmin; Selic deve ficar em 6,50%; PIB dos EUA tem melhor ritmo em 4 anos; Ameaça de Trump ao Irã; Resultados de Vale e AmBev; e mais.

27 de julho de 2018 PatrimonoPatrimono

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Centrão apoia Alckmin; Selic deve ficar em 6,50%; PIB dos EUA tem melhor ritmo em 4 anos; Ameaça de Trump ao Irã; Resultados de Vale e AmBev; e mais. Confira abaixo essas e outras notícias da semana:

Política Brasil: Centrão anuncia apoio a Alckmin –
Os partidos do Centrão (DEM, PP, PRB, PR e SD) anunciaram o apoio ao candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin. O bloco deverá indicar o nome do candidato a vice somente na próxima semana. Em entrevista à Folha, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), confirmou o apoio e sinalizou que o seu partido não busca o posto de vice, mas um futuro apoio a eleição para presidência da Câmara.

Um dos coordenadores da campanha de Jair Bolsonaro, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), se reuniu com Eurípedes Júnior, presidente do PROS, para tentar atrair o partido, enquanto que o partido Podemos, de Álvaro Dias, ofereceu a vaga de vice a Maurício Rands (PROS). Outro partido que Álvaro Dias está buscando aliança é o PSC.

Juro básico da economia deve ficar em 6,50% ao ano –
Na quarta-feira da próxima semana, o Banco Central (BC) se reunirá para decidir em que nível ficará a taxa básica de juro da economia, a Selic. A expectativa do mercado financeiro é que o encontro do Comitê de Política Monetária apenas cumpra a agenda formal de reuniões previstas no calendário. Pelas projeções de analistas e economistas do boletim Focus, o Copom deverá manter o juro básico em 6,50% ao ano.

FMI reduz previsão de crescimento da economia brasileira para 1,8% em 2018 –
Há três meses, a aposta do Fundo Monetário Internacional era de uma expansão de 2,3%. A projeção para a América Latina também caiu, de 2% para 1,6%. No caso do Brasil, a paralisação dos caminhoneiros em maio foi um motivo “muito importante” para a revisão, segundo o diretor do FMI para as Américas, Alejandro Werner.

A incerteza sobre o resultado das eleições presidenciais também foi outro fator de peso para a piora. Para 2019, porém, o órgão manteve a expectativa de que a economia do país cresça 2,5%.

 

PIB dos EUA cresce 4,1% no 2º Tri e registra melhor ritmo em 4 anos –
A economia dos Estados Unidos cresceu ao ritmo mais rápido em quase quatro anos no segundo trimestre, com consumidores elevando seus gastos e fazendeiros acelerando embarques de soja para a China antes que tarifas comerciais entrassem em vigor no início de julho.

O Produto Interno Bruto cresceu a uma taxa anualizada de 4,1%, com elevação dos gastos do governo, disse o Departamento do Comércio em um retrato do PIB do segundo trimestre nesta sexta-feira (27). Foi a melhor performance desde o terceiro trimestre de 2014.

 Trump ameaça o Irã –
O presidente americano Donald Trump ameaçou o Irã com severas consequências se fizer mais ameaças à América, o que os jornais veem como uma das mais duras retóricas desde que Trump assumiu o cargo. O tweet responde ao alerta do Irã para que os EUA não brinquem com fogo ao lidar com o Estado Islâmico.

As relações entre os EUA e o Irã deterioraram-se materialmente desde que Trump abandonou o acordo nuclear assinado durante o governo Obama, e podem trazer mais volatilidade ao mercado se continuarem escalando.

Facebook amarga maior queda diária da história de Wall Street
A companhia de Mark Zuckerberg perdeu em valor de mercado cerca de US$ 119 bilhões. A baixa acontece após a divulgação do balanço da empresa para o segundo trimestre de 2018, quando o Facebook externou projeções pessimistas para o futuro em termos de crescimento de receita e usuários, assim como queda nas suas margens de lucro.

A derrocada de valor da companhia supera — e muito — os US$ 95 bilhões de desvalorização que a empresa teve no auge do caso Cambridge Analytica.

Resultado forte da AmBev –
A AmBev reportou resultado do 2Q melhor que o esperado, com EBITDA de R$4,5 milhões, 10% acima das estimativas da XP e 7% acima do consenso, +15% em relação ao ano anterior. O volume de cerveja no Brasil aumentou 1,7% ano contra ano, vs estimativa de 1,5% da XP e acima do consenso de 0-1%.

Por fim, o lucro líquido normalizado foi em linha com as estimativas, aumento de 10% em relação ao ano anterior. A AmBev reiterou sua perspectiva positiva para 2018, apesar dos impactos da greve dos caminhoneiros no trimestre.

Vale 2ºTri 2018: a caminho do maior ciclo de dividendos da sua história –
A Vale reportou resultado do 2T18 em linha com o esperado. EBITDA de US$3,9bi foi em linha com o consenso em US$3,97bi. O foco está voltado ao retorno para os acionistas, uma vez que a Vale anunciou um programa de recompra de US$1bi, além do dividendo mínimo de US$2,05bi para o primeiro semestre de 2018 (em linha com as expectativas e a política da Vale).

A XP vê isso como o começo do que deve ser o maior ciclo de dividendos da história da Vale – temos um yield de 12% para 2019, com risco de surpresa positiva e potencial de um dividendo extraordinário sendo anunciado já no resultado do quarto trimestre de 2018.

Suzano e Fibria: processo no Cade –
O Valor Econômico trouxe uma matéria em que a Americana IP e a Indonésia RGE registraram pedidos para opinar durante a tramitação do processo de fusão no Cade. O Cade tem que autorizar a entrada de terceiros interessados no processo, e o prazo para que empresas se cadastrem como interessados vai até o fim do mês.

Obter aprovação pelo Cade é o grande evento a se monitorar, mas a expectativa é de termos uma conclusão somente no começo do ano que vem.

 

Estas foram as principais notícias desta semana.

Ótimo final de semana e até a próxima sexta!

 

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