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Semana em 1 Minuto #29: Ata do Copom pós-reunião, meta de inflação abaixo de 4%, IGP-M acima do esperado e mais!

29 de junho de 2018 PatrimonoPatrimono

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Ata do Copom pós-reunião; Meta de inflação abaixo de 4%; IGP-M acima do esperado; e mais. Confira abaixo essas e outras notícias da semana:

Ata do Copom reforça que impacto de paralisação deve ser transitório –
O BC nesta semana a ata da última decisão do Copom, na qual manteve a taxa de juros em 6,5%. O texto seguiu a linha do comunicado da semana passada, ressaltando que os impactos do choque da greve devem ser transitórios na inflação e na atividade, e pontuando que “a evolução da economia ao longo dos meses de julho e agosto deve indicar com mais clareza o ritmo da recuperação, que poderá se mostrar mais ou menos intensa”.

Em relação ao cenário externo, o BC reforçou que o quadro é mais desafiador e que a alta de juros nos países centrais pode sim trazer volatilidade e ajustes nos preços. Em diversos trechos, o BC afirmou que não focará a política monetária no câmbio, a não ser que isto leve a um aumento nas expectativas de inflação para além da meta.

Meta de inflação cai para 3,75% –
O Conselho Monetário Nacional fixou a meta de inflação de 2021 em 3,75% e manteve as metas 4,25%, para 2019, e de 4%, para 2020. A mudança testará a credibilidade do Banco Central nas próximas semanas, com investidores acompanhando as projeções do Boletim Focus. Atualmente o Focus traz uma expectativa de IPCA de 4% para 2021, o esperado pelo BC seria uma queda para a nova meta de 3,75%.

IGP-M acima do esperado –
Segundo a FGV, no mês de junho o IGP-M subiu 1,87%, ligeiramente acima dos 1,77% projetados por investidores.

Estados Unidos segue linha mais branda em possíveis limitações à investimentos chineses –
Mercados asiáticos seguiram mais uma semana oscilando, enquanto investidores continuam monitorando os desdobramentos do conflito comercial entre EUA e China e digerem a postura de Washington em relação a investimentos externos. O governo americano revelou que pretende se basear na legislação existente para adotar eventuais restrições a investimentos externos em empresas de tecnologia americanas. O gesto foi recebido com certo alívio, uma vez que a Casa Branca optou por não tomar uma linha mais dura e direcionada especificamente à China.

Vale: Samarco assina acordo –
A Samarco e seus sócios assinaram nesta semana um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC – Acordo) com o Ministério Público, a Defensoria Pública e Advocacias Públicas. Em linhas gerais, o acordo traz uma segurança jurídica maior, alinhando todos embaixo do acordo de Março de 2016 (R$11-13 bilhões), e delineando que garantias depositadas fiquem travadas a depender do acompanhamento do MP.

O acordo é importante, mas o foco está na obtenção ou não da licença de operação de Samarco. O que falta é a licença operacional corretiva, que permitiria a operação do complexo como um todo. A partir da obtenção desta, o início da operação levaria por volta de 6 meses.

Eletrobras: Lewandowski barra privatizações sem autorização do legislativo e proíbe venda da Ceal –
Nesta semana, o Ministro do STF Ricardo Lewandowski concedeu liminar proibindo a venda de ações de empresas estatais e suas subsidiárias ou controladas sem aval do poder legislativo, em todas as esferas de governo (federal, estadual e municipal). A determinação do ministro tem de ser referendada pelo plenário do STF, mas já passa a valer.

Não há data prevista para apreciação da matéria, haja visto que o tribunal entra em recesso hoje, dia 29/06, e só retoma sessões em Agosto. Pouco tempo depois, o mesmo ministro suspendeu a privatização da Ceal, a distribuidora da Eletrobras no estado do Alagoas e uma das 6 empresas previstas para serem leiloadas pela estatal de energia elétrica.

BRF: endividamento continua preocupante –
Segundo Valor Econômico, a BRF vendeu, em bloco, cerca de 8 milhões de ações da Minerva e obteve um pouco mais R$55 milhões. Com isso, a participação da BRF foi de 11,6% no fim do primeiro trimestre para 6,8% em 22 de
Junho. A empresa já vinha se desfazendo dos papeis e, na prática, vendeu 10,8 milhões de ações ao longo de Junho. O índice de endividamento da BRF é assunto de maior preocupação no mercado atualmente e devido ao cenário operacional difícil, questionamentos sobre um potencial aumento de capital são levantados. De acordo com Lauro Jardim, Pedro Parente, CEO e presidente do conselho da BRF, terá como uma de suas primeiras missões decidir se a empresa fará um aumento de capital de R$4 bilhões.

Acreditamos que a BRF ainda tem tempo para tomar essa decisão, porém, de fato um aumento da capital é possível no contexto da entrada de Parente como CEO e a apresentação de um esperado plano de reestruturação, dado que isto aceleraria o processo de retomada da empresa. Além disso, de acordo com o Estadão, a BRF poderá retomar a estratégia de venda de ativos, que já vinha sendo estruturada para venda de lote de frigoríficos a um grupo chinês. Mas no início de Junho, antes de Pedro Parente assumir a presidência da companhia, o negócio foi interrompido. Venda de ativos seria bem recebida pelo mercado, dado que ajudaria na redução da alavancagem.

Bolsa –
O índice Bovespa fechou em alta de 1,64% nesta quinta-feira, mesmo em meio a um cenário político cada vez mais tenso. O volume financeiro foi de R$7,18 bilhões, na média dos últimos dias. Já nesta sexta-feira, iniciou subindo mais de 1% com as altas da Petrobras, Eletrobras e Vale.

Dólar e Juros Futuros –
Com o aumento dos riscos políticos, o dólar futuro encerrou ontem com alta de 0,13% a R$3,866. Já os juros futuros, para baixo.

Estas foram as principais notícias desta semana.
Ótimo final de semana e até a próxima sexta!

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