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Semana em 1 Minuto #11: novidades da eleição, intervenção militar no Rio, corte no Orçamento, reforma tributária e mais

23 de fevereiro de 2018 PatrimonoPatrimono

Se preferir, você pode ouvir este resumo em áudio aqui:

Na semana pós-carnaval, as principais notícias ficaram por conta da intervenção federal no Rio de Janeiro e, com isso, o “congelamento” da Reforma da Previdência.

Confira abaixo essas e outras notícias da semana:

Huck avalia apoiar Alckmin na disputa ao Planalto

A coluna do Estadão aponta que o apresentador Luciano Huck, que desistiu de concorrer à eleição presidencial, ainda avalia apoiar algum candidato na disputa ao Planalto. Entre os presidenciáveis, Huck é mais próximo de Geraldo Alckmin.

Analistas avaliam que um eventual apoio do apresentador pode até não ajudar o tucano eleitoralmente, mas para o meio político mostra aglutinação em torno da sua candidatura. É tudo o que Alckmin precisa neste momento em que patina nas pesquisas e em que busca unir o centro para evitar um 2º turno entre o candidato do PT e Jair Bolsonaro.

PT amplia busca por alternativas a Lula

O PT conversa nos bastidores sem expor o ex-presidente. Desta vez, o ex-prefeito petista Fernando Haddad e o pré-candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, discutem possível aproximação entre partidos antes de início formal da campanha.

Os temas principais foram a necessidade da centro-esquerda se unir para fazer frente às candidaturas de centro-direita e como alinhar essa união diante da inconsistência do cenário eleitoral.

De acordo com o Estadão, pessoas que falaram com Ciro e Haddad dizem que ambos consideram que a unidade é a única forma de impedir o avanço da direita nas eleições de 7 de outubro.

Intervenção Militar no Estado do Rio de Janeiro

O presidente Michel Temer decretou na sexta-feira (16/02) intervenção na segurança pública no Estado do Rio de Janeiro. A medida impacta diretamente a votação da reforma da previdência, que não poderá ser promulgada em período de intervenção.

A razão se deve ao fato de não poder haver emenda à Constituição durante este período. No entanto, de acordo com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, o impeditivo para uma possível promulgação da reforma não fará com que a discussão termine.

Apesar do mercado já precificar a não aprovação ou não votação da reforma da previdência, a intervenção ao Estado do Rio de Janeiro acrescenta um maior grau de incerteza a esta tese. Economistas consideram a reforma como crucial para redução da taxa de juros de longo prazo.

Senado aprova intervenção federal no Rio

Depois de a Câmara dar o aval, Senado aprovou por 55 votos a favor, 13 contra e uma abstenção a intervenção federal no Rio. A medida terá validade até 31 de dezembro.

Enquanto estiver em vigor, o general Walter Braga Netto, do Comando Militar do Leste, será o interventor no Estado e terá o comando dos aparelhos de segurança do Rio, como as Polícias Civil e Militar. Nos próximos dias ele deve apresentar um planejamento detalhado das medidas.

Sem reforma, governo terá de cortar Orçamento

Sem a aprovação da reforma da Previdência, o governo terá de cortar R$ 14 bilhões de outras áreas na proposta do Orçamento da União de 2019. Os cálculos são do ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, em entrevista ao Broadcast.

Para este ano, o impacto da reforma da Previdência nas contas estava previsto em R$ 5 bilhões, mas o governo já não contava com esses recursos do Orçamento.

Governo centra o foco na reforma tributária

Segundo o Correio Braziliense, o governo pretende dar atenção especial ao projeto de reforma do PIS e Cofins, incluído entre as 15 prioridades da agenda deste ano.

A proposta está em fase final de formatação na Secretaria da Receita Federal e, segundo interlocutores do presidente Michel Temer, a intenção é encaminhar o texto o quanto antes ao Congresso.

A ideia é emplacar um texto que promova a redução do número de alíquotas do PIS e da Cofins, que variam, atualmente, conforme o setor de atividade. O objetivo é que a simplificação possa atrair para o mercado formal empresas que estejam à margem da tributação devido ao excesso de burocracia.

E beneficiar também as que procuram estar com os impostos em dia, mas são penalizadas pelo complicado processo de recolhimento. Líderes aliados avaliam que o governo não terá muita dificuldade de aprovar a reforma do PIS/Cofins.

Ibovespa volta a tocar máximas históricas nesta semana

O Ibovespa tocou a máxima durante a semana. Após a divulgação da ata do comitê de política monetária do Federal Reserve (FOMC), o mercado local, que já vinha otimista desde o fim do Carnaval, explodiu em euforia.

Na ata, o FOMC consolidou a visão de que a inflação nos EUA deve se estabilizar no médio prazo em torno de 2%, justificando o aumento gradual na taxa-alvo. Mas a releitura de que uma aceleração imprevista no crescimento da economia americana contaminará o sentimento de mercado botou água fria na alta.

Já no plano local, os investidores se perguntam se a bolsa brasileira terá gás suficiente para atingir os 90 mil pontos em poucos dias, mesmo com o cenário político atual bem conturbado.

IPCA-15 em linha com o esperado

,Segundo o IBGE, em fevereiro o IPCA-15 avançou 0,38%, resultado próximo aos 0,39% de janeiro e em linha com o esperado por investidores.

Esta foi a segunda menor taxa para um mês de fevereiro desde a implantação do Plano Real, em 1994, ficando atrás apenas da variação de 0,34%, em fevereiro de 2000. O acumulado dos últimos doze meses foi de 2,86%. No ano, o índice acumula 0,77%. 

Estas foram as principais notícias desta semana. Ótimo final de semana e até a próxima sexta!


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