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Semana em 1 Minuto #105: Fim do ciclo de cortes da Selic, Reforma Tributária, Privatizações em 2020, e mais!

7 de fevereiro de 2020 PatrimonoPatrimono

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Fim do ciclo de cortes da Selic, Reforma Tributária, Privatizações em 2020, e mais. Confira abaixo essas e outras notícias da semana:

Copom reduz taxa básica de juros para 4,25% ao ano –
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou, pela 5ª vez consecutiva, uma redução na taxa básica de juros. A Selic passou de 4,5% para 4,25% ao ano, o que representa uma nova mínima histórica.

A expectativa do mercado é que a Selic só volte a subir em 2021. Em comunicado, o Copom afirmou que seus próximos passos “continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação, com peso crescente para o ano-calendário de 2021”. Referência para todas as outras taxas de juros do mercado, a Selic serve como instrumento para controlar a inflação e estimular o consumo. 

Reforma Tributária pode ser marca do segundo ano de governo –
Em entrevista, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que a reforma tributária pode ser a marca de seu segundo ano de governo e que pretende concretizar, depois de 30 anos, uma mudança no regime de arrecadação que nunca foi feita no país.

Bolsonaro também lançou um “desafio” a governadores ao dizer que toparia zerar as taxas federais sobre combustíveis caso os Estados abram mão do ICMS, o que causou reação contrária enérgica dos governadores. No ano passado, tributos federais (PIS, Cofins e Cide) sobre os combustíveis resultaram em R$27,4 bilhões à União. Os estados arrecadaram R$78 bilhões em ICMS sobre combustíveis. 

Desemprego cai para 11% –
De acordo com divulgação do IBGE, a taxa de desemprego no Brasil no último trimestre de 2019 foi de 11%. O resultado representa cerca de 11 milhões de brasileiros que buscam por emprego.

O valor também apresenta uma redução em relação ao terceiro trimestre de 2019, 11,8%, e em relação ao mesmo período de 2018, 11,6%.

Cresce confiança do consumidor brasileiro –
Segundo dados do CNDL/SPC Brasil, o indicador de confiança do consumidor encerrou 2019 com 47 pontos (em uma escala que vai até 100), 1,2 ponto acima do registrado em 2018. De acordo com a pesquisa, 62% dos brasileiros avaliam como “ruim” o atual momento econômico do Brasil, contra 72% do ano passado.

A fatia de brasileiros que considera “bom” o momento econômico passou de 2% para 7%. Outros 30% consideram “regular”. Em relação à própria vida financeira, 14% dos consumidores avaliam a situação como “boa”, 47% como “regular” e 38% como “ruim”. O custo de vida é o que mais tem pesado no orçamento para 55% dos entrevistados, seguido pelo desemprego, com 20%.

Governo pretende vender 6 estatais em 2020 –
Dos 115 ativos que o governo federal estuda transferir para a iniciativa privada, 64 devem ser leiloados ainda em 2020. Segundo um levantamento do site G1, está prevista para este ano a venda de pelo menos 6 estatais: Eletrobras, Emgea, Ceagesp, Casa da Moeda, ABGF e CeasaMinas.

Os planos para 2020 também incluem o leilão do 5G e a concessão de 23 portos, 22 aeroportos, 19 rodovias e 11 ferrovias. As estimativas iniciais do governo são de R$264 bilhões em investimentos com os 115 projetos da carteira, principalmente nos setores de rodovias, ferrovias e energia, além de uma arrecadação de mais de R$55 bilhões com venda de estatais.

Empresas estrangeiras podem disputar obras de infraestrutura no Brasil –
O governo planeja elaborar uma medida para permitir que empresas estrangeiras disputem licitações e sejam fornecedoras do governo sem a necessidade de uma filial brasileira. Atualmente, a lei exige que uma empresa ou até mesmo uma pessoa física represente juridicamente a companhia estrangeira em qualquer processo do tipo. Na opinião do Ministério da Economia, a medida facilitaria a participação de grupos internacionais também em obras de infraestrutura, como em rodovias, ferrovias e aeroportos.

“Temos a preocupação também de ir tirando as amarras das empresas brasileiras para torná-las mais competitivas. Queremos ampliar a corrente de comércio nos dois sentidos. Mais estrangeiros aqui e mais brasileiros lá fora”, afirmou à Folha de S. Paulo Cristiano Heckert, secretário de Gestão do Ministério da Economia. A expectativa é de que a medida comece a valer já em maio.

Dinheiro brasileiro supera estrangeiro na Bolsa –
O investidor brasileiro é maioria na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, pela primeira vez desde 2014. No ano passado, a participação do capital nacional no mercado de ações ultrapassou a do estrangeiro – 52% contra 48% – e sustentou a alta da Bolsa paulista. A explicação recai na queda na taxa de juros para o menor patamar da história, segundo especialistas.

Os estrangeiros, por sua vez, contrariaram as previsões de aumento de investimento pós-reforma da Previdência e, diante de um cenário internacional adverso com as tensões entre EUA e China e crises nos países latino-americanos, retiraram cerca de R$40 bilhões da Bolsa. Para 2020, a expectativa é que esse movimento se mantenha.


Trump absolvido no processo de impeachment –
Como se esperava, a maioria republicana no Senado votou contra os artigos enviados pela Câmara dos Deputados americana. Era necessário que dois terços da Casa votassem a favor do impeachment para que o líder seja condenado, mas apenas 48 dos 100 senadores votaram nesse sentido – 47 deles sendo democratas ou independentes, e 1 republicano, o ex-candidato presidencial, Mitt Romney.

O presidente era acusado de obstruir as investigações do Congresso e abusar de seu poder.


Estas foram as principais notícias desta semana.
Ótimo final de semana e até a próxima sexta!

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