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Semana em 1 Minuto #104: Projeção da Selic reduzida, Fed mantém taxa de juros nos EUA, Brexit deve aproximar Mercosul e Reino Unido, e mais!

31 de janeiro de 2020 PatrimonoPatrimono

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Projeção da Selic reduzida, Fed mantém taxa de juros nos EUA, Brexit deve aproximar Mercosul e Reino Unido, e mais. Confira abaixo essas e outras notícias da semana:


Mercado reduz projeção de Selic para 2020 –
O mercado reduziu marginalmente sua projeção de inflação para 2020 de 3,56% para 3,47%. Para 2021, a projeção permaneceu estável em 3,75%. A projeção de PIB para 2020 e para 2021 permaneceu estável em 2,31% e 2,50%, respectivamente.

A projeção da taxa de câmbio passou de 4,05 para 4,10 para 2020 e permaneceu estável em 4,00 para 2021. Enquanto isso, a projeção da taxa Selic passou de 4,50% para 4,25% para 2020 e permaneceu estável em 6,25% para 2021.

Projeto de Reforma Administrativa deve ser enviado à Câmara em até duas semanas –
De acordo com O Globo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse ontem que o governo deve encaminhar o projeto de reforma administrativa à Câmara em até duas semanas. O ministro afirmou que vai deixar que o Congresso defina quais serão as prioridades na pauta do Legislativo, uma vez que a reforma tributária já está em discussão.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, rebateu a fala do ministro dizendo que a responsabilidade de aprovar as reformas não é apenas do Parlamento.

Dívida pública do país cresce 9,5% –
A dívida pública federal do Brasil subiu 9,5% em 2019 e atingiu R$4,248 trilhões, segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional. É o maior nível da série histórica, que começou há 16 anos.

O montante total da dívida era de R$3,844 trilhões ao final de 2018.

Rombo da Previdência bate recorde em 2019 –
Em 2019, o déficit previdenciário brasileiro atingiu R$318,4 bilhões, o maior nível já registrado na série histórica. O montante engloba sistemas de aposentadorias de trabalhadores do setor privado, servidores públicos e militares e é 10% maior do que o registrado em 2018, de acordo com o Tesouro Nacional.

Embora o governo tenha conseguido aprovar a reforma da previdência no ano passado, o impacto para 2019 foi nulo e os efeitos nas contas de 2020 ainda devem ser pequenos. Segundo o governo, a economia trazida pela reforma deve ser de pouco mais de R$850 bilhões nos próximos dez anos.

Déficit primário tem melhor resultado desde 2014 –
A Secretaria do Tesouro Nacional informou nesta quarta-feira, 29, que o déficit primário brasileiro fechou em R$95 bilhões no ano passado, o melhor desde 2014. O bom resultado foi impulsionado por pagamentos de bancos públicos ao Tesouro e a um leilão de petróleo, pois a meta do déficit era de R$139 bilhões.

Em outubro, o ministro da economia disse que o valor fecharia o ano em R$80 bilhões, mas devido a gastos com capitalizações de empresas estatais o déficit aumentou.

Fed mantém taxa de juros nos EUA –
Em primeira reunião de política monetária do ano, o Federal Reserve anunciou sua decisão em manter as taxas de juros estáveis. A decisão foi unânime em manter a taxa de juros entre 1,5% e 1,75%.

O texto pouco mudou em relação ao pronunciamento de dezembro, mas chamou a atenção a revisão no consumo dos Estados Unidos, que foi alterada de “forte” para “moderada”. Além disso, também foi comunicado que o programa de recompra reversa de títulos será mantida até pelo menos abril.

Brexit pode aproximar Mercosul e Reino Unido –
O Parlamento Europeu ratificou os termos da saída do Reino Unido da União Europeia e formalizou o “Brexit”, que entrará em vigor a partir desta sexta-feira (31), três anos e meio depois do referendo que decidiu pela saída dos britânicos do bloco.

Como essa decisão afetará o Brasil? Segundo informações do jornal “O Estado de S. Paulo”, o governo do Reino Unido tem a intenção de fechar um acordo de livre-comércio com o Mercosul em até dois anos após o Brexit, que tramitaria paralelamente ao tratado assinado pelo bloco com a União Europeia em 2019.

Por outro lado, o Brexit não deve afetar os brasileiros que vivem legalmente em território britânico e não há perspectivas de acabar com a isenção de vistos para turistas do Brasil. Hoje, brasileiros que vão ao país a turismo ou a negócios não precisam de visto, desde que a viagem não ultrapasse 180 dias.

Estas foram as principais notícias desta semana.
Ótimo final de semana e até a próxima sexta!

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