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Semana em 1 Minuto #100: Selic em 4,5%, Fed mantém taxa de juros, Acordo comercial entre EUA e China, Brexit, e mais!

13 de dezembro de 2019 PatrimonoPatrimono

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Selic em 4,5%, Fed mantém taxa de juros, Acordo comercial entre EUA e China, Brexit, e mais. Confira abaixo essas e outras notícias da semana:

Taxa básica de juros cai para 4,5% ao ano –
O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu reduzir a taxa básica de juros de 5% para 4,5% ao ano. A quarta queda consecutiva, já esperada pelo mercado, leva a Selic a uma nova mínima histórica. Em comunicado, o órgão do Banco Central afirma que a economia brasileira “ganhou tração” e que “supõe que essa recuperação seguirá em ritmo gradual”.

O Copom não sinalizou a possibilidade de um novo corte na Selic, o que pode sugerir o fim do atual ciclo de corte dos juros, mas afirmou que seus próximos passos “continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação”.

Governo aumenta projeção de economia com previdência –
O Ministério da Economia informou que a estimativa de economia com a reforma da Previdência aumentou de R$800,3 bilhões para R$855,7 bilhões nos próximos dez anos. A projeção para União foi mantida em R$800,3 bilhões, mas o impacto avaliado para estados e municípios recebeu um adicional de R$55,4 bilhões. A economia total de todos os projetos aprovados na área de previdência deve ser de R$1,159 trilhão.

Para chegar a esse balanço, também foi avaliado o impacto das mudanças nas aposentadorias dos militares, da medida provisória do “pente-fino” em benefícios pagos pelo INSS e das novas normas para processos judiciais.

1 em cada 3 começou a poupar após reforma da previdência –
Um terço dos brasileiros começou a guardar dinheiro após a aprovação da reforma da previdência, revela uma pesquisa feita pelo Ibope Inteligência e encomendada pelo C6 Bank. Por outro lado, 31% disseram que a reformulação das regras para a aposentadoria não alterou seus hábitos financeiros, enquanto 10% afirmaram que não têm o hábito de investir e não conseguirão guardar dinheiro nos próximos anos.

Os jovens foram os que mais mudaram de comportamento: cerca de 40% dos entrevistados com idade entre 16 e 24 anos começaram a guardar dinheiro com regularidade ou aumentaram seus investimentos para a aposentadoria após a reforma.

Fed decide manter taxa de juros inalterada –
Em semana de decisões de política monetária, o Banco Central americano (Fed) decidiu manter as taxas de juros na banda atual entre 1,5% e 1,75% ao ano, em linha com as expectativas de mercado. No comunicado emitido logo após a reunião, o comitê indicou que é provável que a política monetária permaneça onde está por um período maior de tempo, embora os dirigentes continuem monitorando as condições econômicas.

Segundo o presidente do Fed, Jerome Powell, as perspectivas continuam positivas para a economia dos Estados Unidos, apesar da conjuntura do exterior.

S&P revisa de estável para positiva a perspectiva de rating do Brasil –
A agência de classificação de risco Standard & Poor’s revisou de estável para positiva a perspectiva de rating do Brasil. A nota de crédito do país continua em BB-, considerada grau especulativo.

A S&P afirmou que o governo brasileiro continua a implementar medidas de consolidação fiscal que têm ajudado a reduzir o ainda alto déficit do país e destacou o baixo endividamento externo do governo e a capacidade do País de financiar os déficits em transações correntes como fatores relevantes para a revisão da perspectiva da nota de crédito.

O Tesouro Nacional avaliou hoje que a decisão da agência de classificação de risco de revisar a perspectiva da nota de crédito brasileira, de estável para positiva, corrobora a agenda de reformas econômicas implementadas pelo governo brasileiro. Segundo o órgão federal, as medidas de ajuste fiscal e a retomada do crescimento econômico fundamentaram a decisão.

Apesar disso, o Tesouro reconhece que a S&P destacou a necessidade de continuar o processo de aprovação de reformas que flexibilizem e reduzam os gastos obrigatórios.

Boris Johnson vence eleições britânicas e encaminha Brexit –
De acordo com a mídia internacional, o primeiro-ministro britânico Boris Johnson conquistou a maioria absoluta no Parlamento, com seu Partido Conservador obtendo 364 cadeiras de um total de 650.

Em seu discurso de vitória após a eleição geral, o primeiro-ministro Boris Johnson disse nesta sexta-feira que o resultado das urnas é um sinal de que o Brexit, como é conhecido o processo para retirar o país da União Europeia (UE), será implementado até 31 de janeiro, data final concedida pela UE para que a separação se concretize.

EUA e China encaminham acordo comercial e mercados respondem positivamente –

Nos Estados Unidos, o presidente americano, Donald Trump, concordou com um “acordo comercial de primeira fase” com a China que reverteria as tarifas já impostas sobre bilhões de dólares em produtos importados da China e cancelaria as novas taxas que entrariam em vigor no domingo, dia 15.

Com o otimismo gerado pela possibilidade de um acordo comercial de fase 1 entre os dois países, o índice Ibovespa chegou a superar os 112 mil pontos (+1,2%), enquanto o dólar caiu para R$4,09. A notícia segue impulsionando as bolsas internacionais e deve continuar repercutindo positivamente ao longo da próxima semana.

Mercado eleva previsão do PIB para 1,1% –
Divulgado pelo Banco Central, o Boletim Focus aumentou a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 0,99% para 1,10%. A expectativa foi puxada para cima pelo crescimento mais forte do que o esperado no terceiro trimestre, de 0,6% em relação aos meses anteriores.

Para 2020, a previsão para o PIB subiu de 2,22% para 2,24%. O Focus apresentou ainda uma projeção diferente em relação ao dólar: para o fim de 2019, a moeda americana subiu de R$4,10 para R$4,15. Para o ano que vem, o ajuste também foi para cima, de R$4,01 para R$4,10.

Estas foram as principais notícias desta semana.
Ótimo final de semana e até a próxima sexta!

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