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Como escolher a Previdência Privada em 3 passos

20 de junho de 2016 Leandro Corrêa, CFP®Leandro Corrêa, CFP®

Se a previdência pública já não é uma opção tão certa quanto antigamente, é importante entender como selecionar o plano de previdência privada certo para você. Hoje, vamos te ajudar nessa jornada.

Quando se fala em previdência privada logo pensamos no futuro, na aposentadoria, algo de longo prazo. Porém, será que devemos dar atenção a esse investimento apenas no momento da aposentaria?

Não. Na verdade, quanto antes começarmos, maior será o impacto no resultado final. Veja abaixo como 3 passos simples podem ajudar:

1. Escolha o tipo de plano 

O PGBL é indicado para quem faz declaração de Imposto de Renda pelo formulário completo, nesse caso, você pode abater até 12% do valor da sua renda bruta anual. Já o VGBL é ideal para quem faz a declaração de IR pelo modelo simplificado. 

2. Escolha a alíquota de IR

As diferentes tabelas de alíquota de IR beneficiam perfis diferentes de investidor. Por isso, é importante prestar atenção a este detalhe; pode ter um grande impacto na hora de resgatar a sua previdência.

Tabela Progressiva de Alíquota de IR

Base de cálculo mensalAlíquotaParcela a deduzir do IRPF
Até R$1.903,38- -
De R$ 1.903,99 até R$2.826,657,5%R$ 142,80
De R$ 2.826,66 até R$ 3.751,0515,0%R$ 354,80
De R$ 3.751,06 até R$ 4.664,6822,5%R$ 636,13
Acima de R$ 4.664,6827,5%R$ 869,36

Tabela Progressiva: recolhimento na fonte de 15% no momento do resgate, além do ajuste na Declaração Anual. Ou seja, o valor resgatado soma com as demais rendas que estiverem declaradas e será tributado pela tabela de rendimentos vigente no Imposto de Renda da Pessoa Física (valores referentes ao ano-calendário de 2015).

Tabela Regressiva de Alíquota de IR

Base de cálculo Alíquota
Até 2 anos35%
De 2 até 4 anos30%
De 4 a 6 anos25%
De 6 a 8 anos15%
Acima de 10 anos10%

Tabela Regressiva: IR incidirá em função do tempo de permanência de cada aporte. Quanto maior o prazo de permanência de cada contribuição no plano, menor a alíquota de IR. Em caso de morte do participante do plano, os beneficiários pagarão no máximo 25%.

3. Escolha o tipo de fundo

Previdência Multimercados: fundos que investem em diversas classes de ativos (renda fixa, ações, câmbio etc.). Podem investir no máximo 49% do valor em renda variável. 

Previdência Data Alvo: fundos que buscam retorno em uma data-alvo, investindo em diversas classes de ativos e estratégia de rebalanceamento periódico. Devem reduzir sua exposição a risco em função do prazo a decorrer para a respectiva data-alvo.

Previdência Renda Fixa: fundos que buscam retorno investindo em ativos de renda fixa, admitindo-se estratégias que impliquem em risco de juros e de índice de preços.

Fique de olho nos custos 

Taxa de carregamento

Alguns planos costumam cobrar uma taxa de carregamento, ou seja, uma taxa toda vez que você faz algum aporte ou resgate. Existem muitos planos que chegam a cobrar até 5%.

Para você ter uma ideia, se você pagar uma taxa de carregamento de 5%,  supondo que você poupe R$600 por mês e tenha uma rentabilidade de 0,7% ao mês, em 25 anos, o custo da taxa de carregamento representará 4 anos da sua poupança. Além disso, fique atento à taxa de administração: recomenda-se não pagar mais de 1.5% ao ano.

Portabilidade

SUSEP (Superintendência de Seguros Privados) é o órgão que fiscaliza os planos abertos de previdência privada no Brasil. A SUSEP protege o poupador e incentiva a competição entre os provedores de planos de previdência através da portabilidade.

Você pode migrar de plano e de provedor sem custo e sem necessidade de pagamento de impostos. Assim, você pode escolher o melhor plano e o melhor serviço de acordo com sua necessidade.

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