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Perfil de investidor: como escolher o melhor investimento para você

6 de junho de 2016 Roberto Seidel, CFP®Roberto Seidel, CFP®

Na hora de se fazer um investimento financeiro é comum perguntar aos profissionais do mercado: “qual é o melhor investimento”?. É bem provável que você esteja esperando a resposta para essa pergunta, mas ela não é tão simples assim, pois depende do seu perfil de investidor.

Para entender o que envolve essa resposta, imagine se entrássemos numa farmácia perguntando ao atendente: “qual é o melhor remédio que você tem aí?”. Difícil para ele responder isso sem fazer algumas perguntas. No mínimo, ele teria de lhe perguntar: quais são os seus sintomas?

Da mesma forma, não entramos numa revenda de automóvel dizendo que queremos comprar o melhor carro. O vendedor precisará saber se você o utilizará sozinho ou para a família; se o usará mais na cidade, em estrada ou numa chácara; etc.

Você sabe qual é seu perfil de investidor?

Para definir o melhor investimento para cada pessoa não é muito diferente. É necessário primeiramente se obter algumas respostas para se ter uma opção de investimento adequada à situação de cada pessoa. Por exemplo: por quanto tempo você deseja manter o investimento? Pode acontecer de ter de resgatar o investimento a qualquer momento? Quais são seus investimentos atuais? Qual é a quantia a ser investida? Qual é a sua tolerância às variações de rendimentos?

Enfim, tudo isso definirá o que chamamos de “perfil de investidor” e só com isso muito bem definido é que se pode responder qual é a melhor solução para você.

Liquidez x Risco x Retorno

No entanto, é importante saber que existem três coisas que você nunca terá num mesmo investimento: alta liquidez (possibilidade de poder resgatar o valor a qualquer momento), alto rendimento e baixo risco. Isso seria o “sonho” de qualquer investidor: não se arriscar e ainda poder resgatar seu investimento a qualquer momento com altas rentabilidades diárias. Mas, na prática, isso não existe! Você sempre terá de abrir mão de uma ou duas coisas para conseguir a terceira. E esse fator não depende do seu perfil de investidor.

Na poupança, por exemplo, você tem alta liquidez (pode resgatar a qualquer momento) e baixo risco, porém, tem uma rentabilidade tão baixa que pode até nem conseguir superar a inflação. Já numa LCI ou LCA, você encontra uma rentabilidade muito melhor que a poupança, com a mesma segurança da poupança, porém, normalmente com um prazo de carência para resgate (baixa liquidez).

Já os CDBs prefixados (muito recomendados para os momentos de tendência de queda da Selic, pelos quais passamos atualmente) também possuem a mesma segurança que a poupança, LCI e LCA, porém, entregarão a maior rentabilidade possível no cenário de queda da Selic. No entanto, os CDBs prefixados mais interessantes normalmente têm carência de 2 a 3 anos (não podem ser resgatados antes desse período).

Então? O que fazer? Para responder essa pergunta é que existem os assessores de investimentos. Esses profissionais lhe entregarão uma solução diversificada para aproveitar um pouco de cada uma das vantagens que você procura (alta rentabilidade, baixo risco e alta liquidez).

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