Já ouviu falar em IPO?

5 de junho de 2018 Ludmila MarquesLudmila Marques

Quando uma empresa decide financiar seu crescimento ou necessita por algum outro motivo captar recursos, rapidamente pensamos em empréstimos bancários.

Mas, esse não é o único caminho. Com o mercado financeiro, através da emissão de ativos de valores mobiliários, temos as ações, que podem ser uma boa saída.

A primeira oferta de ações de uma empresa no mercado chamamos de IPO, que significa em inglês Initial Public Offering ou Oferta Pública Inicial, no português. É neste momento que a empresa abre seu capital e passa a ser listada na bolsa de valores.

Ter ações na bolsa não é uma operação simples. Primeiramente, a empresa deverá registrar um pedido na CVM (Comissão de Valores Mobiliários), órgão que regulamenta e fiscaliza o mercado de capitais no Brasil.

Além de solicitar a abertura de capital, precisa ser listada na bolsa de valores e da autorização para venda de ações. Eu disse que não é um processo simples (risos).

Após as autorizações, os administradores da empresa devem elaborar um prospecto de oferta, no qual o conteúdo sobre a operação e informações futuras projetadas ao negócio da empresa serão destinados ao investidor.

Este prospecto tem como finalidade informar detalhes sobre a atual condição da empresa no mercado, os projetos dos administradores e os riscos do negócio.

Existem duas formas de distribuição de ações: primária ou secundaria. Na emissão primária, são alocadas as ações que pertencem a companhia conforme fracionado seu capital, ou seja, o valor capitado irá para o caixa da empresa.

Já o mercado secundário é a negociação das ações que já tiveram seu lançamento e  estão no mercado, ou seja, são negociadas entre comprador e vendedor.

Recentemente, em 15/12/2017, ocorreu o IPO da Petrobras BR (BRDT3), com oferta inicial de R$15; o valor foi atualizado em maio de 2018 na BM&FBovespa para R$ 19,83.

Neste prazo, houve um ganho de 32,2%; comparada ao CDI do mesmo período em 2,74%. Sendo assim, o equivalente a 1.075% do CDI.

Importante lembrar que essa é uma operação de alto risco, na qual o capital pode sofrer grandes impactos negativos ou positivos conforme variação do mercado.

Para um perfil de investidor agressivo, recomenda-se alocação de um percentual de seu patrimônio neste tipo de ativo.

Em 2018, temos algumas empresas que estão com processos em andamento para o IPO, nos quais podem surgir oportunidades de mercado.

Segundo a Anbima, o total captado pelas companhias brasileiras em 2018 foi de 52,5 bilhões, superando assim, o mesmo período do ano anterior, que foi de 40,3 bilhões.

“A queda da inflação e a redução da taxa de juros incentivam a busca das empresas por recursos, mesmo com a expectativa de volatilidade por conta das eleições”, explicou José Eduardo Laloni, diretor da Anbima em nota para revista Exame.

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