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Gatilhos emotivos nas decisões financeiras

3 de outubro de 2018 Ludmila MarquesLudmila Marques

Diariamente, vivemos diversas emoções e sentimentos: a alegria por um bom resultado na faculdade, tristeza por um objetivo não alcançado, medo de arriscar para mudar de emprego, ansiedade para o nascimento do um filho, satisfação, admiração entre tantas outras.

E cada um de nós irá reagir com uma emoção diferente para a mesma situação. Segundo pesquisadores do Laboratório de Interação Social da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, ao fim de sua pesquisa foram identificadas mais de 27 emoções principais.

A emoção nos motiva a agir! Quando estamos felizes, há uma tendência de sermos mais confiantes, de analisarmos as coisas de forma mais otimista. O que muitas vezes nos faz tomar decisões por impulso.

Já quando estamos tristes, nada é bom o suficiente ou temos medo de realizar algo, para não termos uma decepção com o resultado não alcançado. Então o que fazemos? Temos que trabalhar a inteligência emocional, perceber os gatilhos da nossa tomada de decisão.

Por exemplo: você já aplicou ou conhece pessoas que aplicaram na famosa Caderneta de Poupança, certo? Hoje temos aproximadamente R$ 724,6 bilhões em poupança. E como temos um número tão expressivo se há no mercado aplicações com mesma características e melhor rentabilidade (LCI e LCA)?

Confiança e medo são as emoções que revelam essa alta concentração de recursos. Confiança, porque desde criança ouvimos que devemos fazer uma “poupança” e isso nos remete que este é o caminho. E o medo? De conhecer algo diferente, de buscar informação. Isso dá trabalho! Tudo que não conhecemos gera um desconforto.

Então, vamos buscar a informação para pular o desconforto e evoluir com qualidade não apenas nas questões financeiras, mas para tudo em nossa vida.
Vamos sair um pouquinho da zona e conforto; você já aplicou em Fundos multimercados? Ou em ações?

Se você já aplicou, foi por que seu perfil é mais arrojado e você busca maiores resultados ciente dos riscos ou por que você ouviu ou leu alguém que ganhou dinheiro desta forma? Qual emoção te motivou?

A sua consciência de que você aceita a volatilidade em busca de ganhos maiores do que o atual CDI ou o desejo de ganhar mais? Se você analisou o risco x retorno x prazo e entendeu que para você é adequado, ok… Parabéns pela sua tomada de decisão com inteligência emocional!

Mas, se você leu que um determinado ativo rendeu 250% do CDI em 12 meses e isso te motivou a aplicar sem analisar detalhadamente como esse fundo se comportou para chegar nesse resultado, vamos reavaliar e reiniciar a leitura deste artigo, pois você precisa trabalhar sua emoções e identificar os fatores influenciadores na sua tomada de decisão.

Não existe certo ou errado na hora de escolher seus investimentos, o que existe são aplicações adequadas ao seu perfil de investidor no seu momento de vida. Permita-se conhecer produtos que saiam da sua zona de conforto, mas faça de forma consciente e não no efeito manada, seguindo a maioria.

As emoções vão interferir na sua tomada de decisão não apenas para aplicação, mas também na hora de manter seu orçamento equilibrado sem gastos por impulso. Por isso, busque informação, equilibre suas emoções e tenha qualidade nas suas decisões. Desta forma, suas emoções terão influências positivas na comemoração assertivas!

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