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Fundos imobiliários: é uma boa hora para comprar ou vender?

13 de novembro de 2018 Ana KamilaAna Kamila

De forma bem genérica, o mercado financeiro funciona assim: uma construtora deseja construir um imóvel que custa R$ 1.300.000,00, porém, a empresa não possui todo esse recurso.

Uma estrutura a ser criada pode ser a de um fundo imobiliário, no qual a construtora desse empreendimento divide parte do valor necessário em cotas na qual você pode ser dono de uma fração do imóvel, contribuindo para a sua construção.

Depois, esse imóvel é alugado e você recebe um valor de aluguel mensal proporcional à sua quantidade de cotas. Este foi um exemplo, os fundos imobiliários podem ser utilizados para o desenvolvimento de um imóvel ou em imóveis prontos como edifícios comerciais, shoppings, etc.

As negociações são diferentes quando falamos de um imóvel físico, mais conhecido como imóvel de tijolo. Imagine que você tem uma casa que vale R$ 800.000,00 e alguém interessado lhe oferece R$ 500.0000,00!

Você não venderia, a não ser que estivesse precisando muito do dinheiro para vender a qualquer preço. O inverso também é verdadeiro. Se um imóvel de R$ 800.000,00 está sendo vendido a R$ 500.000,00, você empresta do pai, banco e até do sogro algum dinheiro, pois está muito barato para comprar!

No mercado financeiro, as cotas dos fundos imobiliários são negociadas na bolsa de valores, então, a cada nova compra ou venda, você tem a cotação de mercado que difere do valor patrimonial do fundo.

A cotação muda em questão de instantes. Vamos avaliar o seguinte: por trás destas cotas existe um imóvel, ou seja, por trás do dinheiro que varia a cada segundo, você tem um imóvel físico que vale R$ 800.000,00 e, se ele está valendo R$ 500.000,00 no mercado financeiro, faz sentido comprar pois está barato.

Em momentos de grande stress no mercado, algumas oportunidades surgem pela especulação dos investidores, um período que as pessoas estão com dúvidas sobre o cenário futuro; o que ocasiona resgates e, consequentemente, baixa o preço dos ativos.

Mas, atenção:

Não é uma regra. É importante você saber qual o valor patrimonial do fundo e não sair comprando fundos imobiliários apenas porque estão baratos.

A oscilação das cotas é normal devido às negociações diárias. Com isso, o investidor consegue enxergar a todo momento quanto as suas cotas estão valendo. Essa variação não é notada no mercado convencional de imóveis, pois é impossível ter conhecimento em tempo real se a sua casa valorizou ou desvalorizou perante o mês passado, por exemplo.

Para quem gosta de imóveis, diversificar o portfólio no ramo imobiliário dentro do mercado financeiro pode ser satisfatório. O rendimento mensal é maior e ainda isento de imposto de renda. Proporciona alta liquidez comparado a um imóvel físico, além de não envolver custos como IPTU, despesas de manutenção, entre outros.

Não existe certo ou errado. O importante é entender o seu momento de vida e construir um patrimônio ajustado à sua necessidade atual. Aplicar em fundos imobiliários exige cautela e adequação ao perfil, com foco principal em perfis moderados e arrojados.

Pelo fato de as cotas serem negociadas na bolsa de valores, é considerado um investimento variável e não pode fazer parte da composição de liquidez da carteira, ou seja, são investimentos a serem avaliados em longo prazo para eliminar o risco de uma saída não calculada, ocasionando um prejuízo exercido.

Quem gosta de perder dinheiro? Bom, quem interpreta aplicar recursos em renda variável como “brincar” na bolsa de valores, deve ter a certeza de que a brincadeira pode ficar séria.

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