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Dica de ouro para sua Renda Fixa

5 de setembro de 2018 Marcelo MirandaMarcelo Miranda

É normal que alguns investidores olhem a queda da taxa básica de juros, a Selic, como algo negativo para o país, mas já explicamos o quanto isso é vantajoso.

Também é normal que as pessoas busquem novas opções de investimentos agora que não estão mais conseguindo ganhar o famoso “1% ao mês” na renda fixa.

Mas, você já parou para pensar que, mesmo com as recentes quedas e agora no menor patamar de sempre, o Brasil ainda possui uma das mais altas taxas de juros do mundo?

Pois é, entre os países do G20, apenas Turquia (17,75%), México (7,75%) e Rússia (7,25%) possuem uma taxa de juros superior à do Brasil (6,50%). No Japão e na Suíça, a taxa de juros chega a ser negativa: -0,10% e -0,75%, respectivamente.

Se considerarmos a inflação acumulada dos últimos 12 meses, temos um juro real – que nada mais é do que a taxa de juros descontada a inflação – de 3,65%.

Ao olharmos para trás, talvez mudemos de opinião e passemos a achar que agora ganhamos mais (falando de juro real) do que em 2015, quando a Selic fechou o ano em 14,25% e a inflação acumulada foi de 10,67%, nos dando um juro real de 3,58%.

E é isso mesmo! Você ganha mais agora, com a taxa Selic baixa, do que em 2015, quando você ganhava o famoso 1% ao mês!

Com isso posto, podemos concluir que “não precisamos, ainda (e talvez não precisaremos tão cedo), arriscar muito para ganhar dinheiro no Brasil.”

E se a sua opção for continuar na renda fixa, dê preferência aos ativos com FGC (Fundo Garantidor de Créditos). Entre eles, estão os CDBs, LCs, LCIs e LCAs.

Mas, apesar de também possuir FGC, fique longe da “nada” boa e velha caderneta de poupança, que neste primeiro semestre de 2018 rendeu apenas 2,32%, obtendo um juro real negativo de 0,13%, se considerarmos a prévia da inflação de junho (IPCA-15).

Isso mesmo, a poupança, se comparada à inflação, rendeu -0,13% em 2018. Por isso, fique atento em onde investir, boas escolhas fazem a diferença!

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