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Comprar ou alugar um imóvel?

18 de abril de 2018 Caio RangelCaio Rangel

Comprar ou alugar um imóvel é a dúvida de muitas pessoas hoje em dia. O que vale mais a pena: pagar parcelas que normalmente podem durar até 3 décadas para que o imóvel realmente seja seu ou simplesmente alugar?

Tirando o fator emocional dessa decisão, a melhor forma para se chegar a uma conclusão é fazendo contas, afinal, é um alto investimento e que vai perdurar por um bom período. E então, alugo ou compro?

Quando você é dono do seu próprio imóvel, você pode fazer alterações, pintar, furar e até mesmo personalizar à sua maneira. Além disso, tem a tranquilidade de morar em algo que é seu; se o preço do mercado imobiliário sobe, o seu também acompanha essa valorização.

Mas, o aluguel é uma boa alternativa, pois você tem contratos curtos, não fica preso e o investimento é relativamente baixo, ou seja, não precisa ter um desembolso alto como na compra de um imóvel. Fora isso, o preço dos alugueis não acompanharam a valorização dos imóveis proporcionalmente.

Vamos às contas: como saber quanto estou pagando de aluguel vs. quanto um investimento me pagaria para o mesmo valor investido em uma renda fixa, por exemplo.

Essa conta é simples. Você pega o valor do aluguel, divide pelo preço atual do imóvel e multiplica por 100. Por exemplo, se o aluguel custa R$1.500 e o imóvel vale R$450.000, a taxa de aluguel é de 0,33% ao mês.

Se você possui o dinheiro para comprar à vista, é só comparar com as principais aplicações de renda fixa como CDB, fundos de renda fixa, Tesouro Direto ou até mesmo a poupança.

Se a taxa de aluguel for maior do que rende uma aplicação, na prática, vale mais a pena comprar o imóvel; se não for, invista seu dinheiro e continue alugando que estará ganhando mais.

Aqui, usei um exemplo de você investir os R$ 300.000,00 durante 360 meses em um CDB pagando 100% do CDI e ganhando uma média de 0,48% ao mês, de acordo com o atual cenário de juros.

Qual seria a diferença entre aplicar o dinheiro e pagar a parcela do financiamento de um banco tradicional que apliquei os juros ao mês, conforme tabela a baixo.

Caso não possua o dinheiro para comprar o imóvel, devemos fazer outra análise: comparar a taxa de aluguel que calculamos acima com o famoso CET (Custo efetivo total) de um financiamento, taxa que o banco é obrigado a informar.

Se a taxa de aluguel for maior, de maneira geral, compensa comprar; se for menor, continue alugando.

Um exemplo prático: peguei a taxa de alguns dos bancos tradicionais em seus sites para fazer este cálculo (29/03/2018).

Banco Juros Anuais Custo Efetivo Total Máximo Financiado
Santander 11% a.a / 0,87% a.m + TR 0,50% 11,79% a.a / 0,93 a.m 80%
Bradesco 9,45% a.a / 0,76% a.m + TR 0,50% 10,34% a.a / 0,82 a.m 80%
Caixa – CEF 9,01% a.a / 0,72% a.m + TR 0,50% 10,47% a.a / 0,83 a.m 80%

Lembrando que estas análises estão refletindo o cenário atual do mercado. O preço de um imóvel pode subir ou cair muito. Nessa situação, o efeito somente recai sobre o dono do imóvel e não sobre o locatário.

E, por fim, vale frisar que comprar um imóvel não pode ser considerado um investimento porque os investimentos lhe geram retornos e os imóveis lhe geram gastos. Imóvel é um patrimônio.

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