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Como se preparar para a aposentadoria

28 de março de 2018 Roberto Seidel, CFP®Roberto Seidel, CFP®

Se preparar para a aposentadoria é um desafio encarado por grande parte dos brasileiros e com a iminência da reforma da previdência aumenta a importância do planejamento e do preparo.

Falta ao brasileiro a cultura de se preparar para o futuro e para a aposentadoria por uma questão de educação financeira.

O brasileiro é muito imediatista e pensa no curto prazo. Se o salário cumpre as necessidades mensais dele, ele vai pagando suas contas, vai vivendo e não vai formando uma reserva.

Ele vai consumindo o que recebe por mês e, se precisar, ele vai fazer um financiamento, pegar um empréstimo ou usar crédito.

Por conta disso, há uma procura reduzida por programas de previdência privada. Segundo dados da Aegon, a expectativa nacional é de que metade da renda na aposentadoria venha do INSS.

Mas não são apenas os programas de previdência privada as opções para poder viver de renda no futuro. Cada um pode fazer suas próprias reservas por meio de fundos de investimentos, títulos de renda fixa, etc.

Uma das maiores dificuldades encaradas para se preparar para a aposentadoria, além da dificuldade de começar um planejamento, é manter a disciplina na formação de reserva.

Muitas pessoas até começam a formar uma reserva para  viver de renda no futuro, mas acabam deixando de lado por esquecer, por descuido ou até por pressões comerciais.

Porém, é importante manter reservas mensais para ampliar os rendimentos com o efeito dos juros compostos.

No entanto, como colocado anteriormente, um fundo de previdência privada não é a única solução e planejamento financeiro é essencial.

Os programas de previdência privada são melhores como uma opção de planejamento sucessório, para o caso do seu falecimento. Assim como os seguros de vida, os valores podem ser repassados aos herdeiros mais rápido do que o inventário de herança.

Dois conselhos são fundamentais:

  • Jamais gastar mais do que ganha: se tiver de comprar, guarde dinheiro e, se tiver que parcelar ou usar crédito, busque sempre os planos com os melhores juros;
  • Priorizar a reserva às despesas: em vez de primeiro gastar e só formar uma reserva financeira se sobrar, a primeira coisa que se deve fazer é formar uma reserva financeira.

Mas, do ponto de vista de rentabilidade, tem várias outras alternativas mais interessantes, como fundos de investimento, títulos de renda fixa, ações e letras de crédito.

Quando se pensa em reserva para o futuro, o nome previdência privada é muito forte, mas você pode fazer a sua previdência por conta própria obtendo resultados muito melhores com investimentos mais diversificados, como esses que acabei de citar.

Segundo dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), 33,9% dos aposentados continuam a trabalhar e, entre aqueles que tem entre 60 e 70 anos, esse percentual é de 42,3%.

Os dados revelam que a aposentadoria legal não significa necessariamente repouso; muitas vezes é só uma renda complementar.

Parte disso se deve à falta de planejamento previdenciário. Como os rendimentos da previdência e do patrimônio consolidado não são suficientes, muitos acabam sendo obrigados a se manter trabalhando para pagar as contas, caso de 46,9% dos aposentados, segundo o SPC (e outros 9,1% trabalham para ajudar a família).

Outros se mantém trabalhando para se manterem ocupados ou se sentirem produtivos, caso de 23,2% e 18,7%, respectivamente.

Dicas:

  • Reserve recursos antes de entrar em despesas (não no final do mês);
  • Mantenha o planejamento para a aposentadoria; formar patrimônio é uma questão de disciplina;
  • Se tiver que fazer uma compra no prazo ou no crédito e não for possível aguardar até ter poupado o bastante, estude os menores juros;
  • Comece o quanto antes a formar patrimônio, seja na forma de uma previdência privada ou outra forma de investimento;
  • Estude opções alternativas de formação de patrimônio; diversificar o portfólio pode aumentar os rendimentos e evitar prejuízos.

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