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CDB: o que você precisa saber antes de investir

8 de fevereiro de 2016 Luis PauliLuis Pauli

O CDB (Certificado de Depósito Bancário) é um produto de investimento popular, no entanto, nem sempre se fala das diferenças entre CDBs. Hoje, vamos explicar como avaliar um CDB e escolher o mais adequado ao seu perfil.

Detalhes de um produto promissor

No mundo do mercado financeiro é muito comum as pessoas confundirem as sopas de letrinhas que aparecem todo dia. É de fato, muita letra, e aqui podemos citar algumas mais comuns: CDB, CDI, SELIC, LCI, LCA, FGC, IPCA, IGPM, TR, etc. Por isso, vamos por partes.

Muita gente aplica ou já aplicou no Certificado de Depósito Bancário, o famoso CDB. Mas, o que muitos ainda não sabem é que existem diferentes modalidades dessa aplicação.

A verdade é que, no Brasil, o CDB, depois da caderneta de poupança, é a aplicação de renda fixa mais conhecida e utilizada por nós brasileiros. Surpreso? E devido ao aumento da SELIC (a taxa básica de juros) nos últimos anos (2013, 2014 e 2015), essa modalidade de renda fixa só tem crescido e chamado cada vez mais atenção do investidor.

Tipos de CDB

O CDB é um título emitido por Bancos, que se utilizam dele como forma de captação de dinheiro e remuneram através de juros quem emprestou seu suado dinheirinho; estes juros podem ser:

  • Pré-fixados: a taxa de juros a ser paga é conhecida, assim, é possível calcular quanto irá ganhar na data de vencimento do título;
  • Pós-fixados: o rendimento do título é indexado a algum índice, como o CDI (que segue a SELIC), por isso não se pode determinar o retorno no início do investimento.

Os títulos prefixados são mais indicados para momentos de queda da taxa SELIC. Já os títulos pós-fixados são mais indicados para momentos de alta da taxa de juros.

Se comparado, por exemplo, com os fundos de investimentos que possuem come-cotas (imposto cobrado semestralmente em maio e novembro), o CDB é mais vantajoso, pois apenas se paga imposto de renda no vencimento da aplicação ou quando há o resgate.

Imposto de renda compensa quem espera

Já que falamos em imposto de renda, no CDB, a alíquota é regressiva e beneficia aquele investidor que deixa por mais tempo o seu dinheiro aplicado:

  • Até 180 dias: 22,5% sobre o rendimento do período;
  • De 181 a 360 dias: 20% sobre o rendimento do período;
  • De 361 a 720 dias: 17,5% sobre o rendimento do período e,
  • Acima de 720 dias: 15% sobre o rendimento do período.

Em um exemplo prático, imaginemos que um investidor aplicou 1 milhão de reais em um CDB e que, decorridos 180 dias, deseja sacar o valor investido, mais os juros. Nesse caso, pagaria, sobre o rendimento, 22,5% de imposto de renda. Caso esse investidor opte por deixar por apenas mais um dia aplicado seu dinheiro no CDB, ele teria o beneficio de uma alíquota menor de imposto, caindo para 20% sobre o rendimento.

Baixo risco

Outro ponto que é importante a se destacar e, consequentemente, desmistificar é em relação ao risco do CDB. Qual o verdadeiro risco de investir em renda fixa através de um CDB?

O CDB se enquadra nos tipos de investimentos de baixo risco. Como se trata de um empréstimo feito a uma instituição financeira, caso o banco ou instituição quebre, o investidor corre o risco de não receber o dinheiro. No entanto, há uma espécie de guarda-chuva protetor para o investidor, através do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), que garante até 250 mil reais por CPF e por instituição financeira.

Na prática, se você tiver aplicado até esse valor em um banco e o banco falir, o FGC reembolsa 100% até esse valor. A título de curiosidade, a mesma garantia vale também para a poupança, LCI, LCA e LC.

O CDB certo para você

Apesar de ser uma modalidade de renda fixa comum, vale lembrar que todo o investimento deve estar de acordo com o seu perfil de investidor. Antes de escolher o tipo de CDB mais apropriado a você, veja se ele também está de acordo também com as suas necessidades de resgate e horizonte de tempo.


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