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Brasil e sua instabilidade econômica: o que fazer para ganhar dinheiro?

3 de julho de 2018 Ana KamilaAna Kamila

Em algum momento você já escutou a frase dita pelo William Bonner no Jornal Nacional: “A Bolsa de Valores fechou em alta de 3%” ou “O Ibovespa fechou em queda de 5%”.

O que isso quer dizer? Este movimento sinaliza como o mercado está se comportando: se os investidores estão comprando mais um determinado ativo, o preço desta ação sobe, encarece; se a demanda é de venda, ou seja, os investidores estão querendo se desfazer daquele investimento, o preço cai.

O fato é que, o indicador mais importante da bolsa brasileira – o índice Ibovespa –, além de realizar o seu papel, que é indicar o desempenho médio das ações mais negociadas no Brasil, sinaliza-nos como está a estabilidade econômica do País.

No mês passado (Maio/2018), o Ibovespa fechou em queda de 10.87%. Lembram do conceito? Se muita gente quer vender as ações, o mercado cai. E neste caso, despencou.

Estamos passando por um momento frágil na economia, influenciado por vários fatores: cenário interno impactado pela greve dos caminhoneiros e as incertezas políticas, devido ano eleitoral.

E no cenário externo, as tensões geopolíticas envolvendo o governo Trump, além do aumento da taxa de juros americana, que tem como efeito atrair os investidores para os EUA e afastá-los dos mercados emergentes, como o Brasil.

A falta de solidez em uma economia é um dos principais fatores que influenciam a atitude de um investidor manter ou não o seu dinheiro em renda variável, como em ações de empresas.

Isso provoca uma reflexão muito comum aos investidores: a minha carteira pode ser atingida por este fogo cruzado? A resposta é: depende. Pode variar de acordo com a distribuição dos investimentos, como, por exemplo, a exposição em fundos de ações e fundos multimercado.

Portanto, vale ressaltar que nem sempre o “arriscar mais” significa “ganhar mais”. Você está preparado para sentir na pele uma queda de 10% no seu patrimônio? Pense bem e compreenda: essa variação é normal! Aí entra o equilíbrio para acessar este mercado e os ajustes de acordo com o cenário.

Vamos refletir juntos: se eu estou num país onde a eleição presidencial se aproxima e a posse de um novo governo pode ser duvidoso para o futuro da economia, é natural que os investidores diminuam suas posições em renda variável e tomem atitudes mais conservadoras.

Renda Variável / Renda Fixa

Se você quer se proteger desta névoa que perdura as projeções dos economistas e ficar tranquilo com o seu dinheiro, adote uma postura mais conservadora.

As aplicações em renda fixa que acompanham a taxa básica de juros, a SELIC, não sofrem o risco de mercado (oscilações) e, na maior parte dos casos, podem lhe proporcionar liquidez, dando a possibilidade de alterar a estratégia após uma clareza do mercado. Além do que, ainda na renda fixa, você pode encaixar opções que lhe garantam um ganho real acima da inflação.

Não existe o melhor investimento. É como procurar o melhor remédio: remédio pra quê? Dor muscular, inflamação, febre? Precisamos entender os objetivos, horizonte de prazo, perfil de investimento e cenário econômico.

Mas, veja que interessante: em 23 anos, considerando a análise de 1995 a 2017, o índice Ibovespa ganhou 11 vezes contra 12 vitórias do CDI – indicador que acompanha a Selic.

Fazendo o dever de casa bem feito, a boa e velha renda fixa não nos abandona.

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