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Bate-papo com Richard Back, analista político da XP Investimentos

10 de maio de 2018 Marcelo MirandaMarcelo Miranda

Nesta semana, recebemos o analista político da XP Investimentos, Richard Back, numa rodada de bate-papos em nossos escritórios de Florianópolis, Jaraguá do Sul e Itajaí.

A ideia era trazer um pouco mais de conhecimento do cenário político aos convidados neste ano tão importante de eleições e, como não poderia faltar, sobraram temas polêmicos.

Segundo Richard Back, diante da grave situação de desequilíbrio das contas públicas do país, o candidato que vencer a eleição presidencial de outubro e não fizer uma reforma na previdência no início de 2019, logo estará “politicamente morto”.

Conforme Back, sem reforma, o vencedor vai estourar o teto de gastos e não conseguirá cumprir a regra de ouro, o que significa crime de responsabilidade que pode levá-lo ao impeachment.

Richard prevê que o forte da campanha eleitoral será na segunda semana de setembro. Na opinião dele, por representar o PSDB e um Estado grande, o pré-candidato Geraldo Alckmin é um nome competitivo.

O fato de ser presidente do partido deve ajudá-lo na hora de fechar acordos com os parlamentares, por exemplo. Por outro lado, o ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, terá dificuldade para interagir com o Congresso.

Já no lugar de Lula, ele acredita que entrará o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, que é um político qualificado. Para o analista, Ciro Gomes tem alguma possibilidade caso se junte com o PT e tenha apoio do Lula. Do contrário, será bem difícil vê-lo eleito.

Richard Back também comentou como está, conforme pesquisas, a percepção da população sobre os presidenciáveis e o que ela mais está atenta na hora de escolher seu favorito. Concluiu que o principal argumento entre os eleitores é a ligação do candidato com a corrupção. Isso deve ser determinante na hora de escolhê-lo.

Pelo fato atípico de termos uma quantidade considerável de pré-candidatos e uma qualidade que, de modo geral, não é tão boa, ele acredita que as pessoas votarão por exclusão. Sendo assim, espera-se que com 20 a 21% dos votos o possível candidato se qualifique para o segundo turno das eleições.

No final do bate-papo, como não poderia faltar, surgiram algumas perguntas sobre Lula e um fato curioso foi revelado pelo analista: no mês da prisão do ex-presidente, a rejeição do juiz Sergio Moro subiu, sua aprovação caiu, enquanto a de Lula foi ao contrário, o que mostra um poder de imagem incrível do petista.

Entretanto, o PT deve registrar sua candidatura até o dia 15 de agosto, caso o escolha como candidato da chapa, fazendo com que o caiba ao TSE julgar se ele será elegível ou não até o dia 17 de setembro.

Resta aguardarmos para saber como será o desenrolar dessa história.

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