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5 metas para atingir nos últimos 5 meses do ano

15 de agosto de 2018 Ludmila MarquesLudmila Marques

Geralmente, paramos para pensar em nossas metas no início do ano, após pular as ondinhas na praia, comer as uvas e pegar o caderninho para escrever o que esperamos neste novo ano. Vamos quebrar esse paradigma?

Planejar não tem data marcada, mas é muito importante lembrar que “quem começa antes, alcança antes o seu objetivo”. Quem nunca colocou a mesma meta por vários anos seguidos por não realizá-la?

Viajar, trocar de carro, começar aquele curso ou até cuidar de você mesmo. Mas, não adianta escrever ou apenas pensar, precisamos de ação. Vamos iniciar entendendo a diferença entre meta, sonho e objetivo.

Tudo inicia pelo sonho, aquela vontade que nos traz a sensação de algo que queremos viver. Por exemplo: quero atingir minha independência financeira. Sonhe grande, é assim que evoluímos.

Após o despertar do sonho, ele fica nos impulsionando e começamos a pensar no objetivo, a lapidar o que queremos, qual a forma do nosso sonho. Seguindo o nosso exemplo da independência financeira, quero me aposentar aos 50 anos.

Definido isso, vamos pensar que devemos estabelecer metas, ou seja, o caminho que nos fará chegar ao objetivo e viver nosso sonho. É importante que estabeleçamos metas que podemos atingir.

Isso não significa que será fácil, mas que devemos ter consciência que não podemos fazer em 5 meses o que não fizemos até hoje em tantos anos de vida. É necessário entender que este trabalho é diário e, dependendo de qual é o seu sonho, atingir a meta pode levar anos, como no exemplo da aposentadoria.

Então, vamos lá, conceitos e diferenças esclarecidas, vamos planejar.

1. Organize seus sonhos classificando prioridades

A maioria das pessoas não cumpre suas metas por não saber por onde começar. Muitos sonhos para pouca ou nenhuma ação. Um sonho no papel é apenas um sonho; uma ação em busca do sonho é o que fará ser realidade.

Faça uma lista de todos os seus sonhos e classifique por prazo de realização: curto, médio e longo prazo. Melhor ainda é definir a data de conclusão.

2. Planejamento

Acho que você já deve ter ouvido alguma vez: “sonhar não custa nada” e eu te conto que realizar pode custar caro. Por isso, mais um motivo para planejar!

Além das adaptações da vida para viver o seu sonho, é necessário a base financeira. E, nesta fase, muitas pessoas tropeçam ou interrompem seu sonho por não acreditar que será possível. É possível, acredite!

Não estou dizendo que será fácil, muitas vezes são necessários alguns sacrifícios, como deixar de comprar aquele celular novo, aquele sapato ou reduzir as saídas com os amigos. Pense: isso é temporário!

Então, você já pensou “Onde quer chegar”, certo? Agora precisa definir como chegar. Retomando o exemplo que citei da aposentadoria, acredito ser uma preocupação para todos. Se ainda não é sua preocupação, te aconselho a pensar.

3. Poupar um valor mensal

O ideal seria que, ao receber o primeiro salário do seu ingresso no mercado de trabalho, já iniciasse também o acúmulo de recursos. Independentemente de ser um valor baixo, pois geralmente a estabilidade financeira vem com a experiencia.

E, neste desenvolvimento, você vai aumentando este valor conforme seu salário. Você pode definir um percentual, por exemplo, 20% do seu salário para sua reserva financeira.

Vou demonstrar um planejamento de aposentadoria. Gosto desse exemplo, pois temos um fator que auxilia muito: o tempo. O caso é de um jovem aos 20 anos, que está no início de sua carreira e seu desejo é se aposentar aos 50 anos.

Para alcançar este objetivo, ele pode guardar R$ 500,00 por mês. Portanto, temos 30 anos poupando R$ 500,00 mensais. Pensando nesses 30 anos com uma taxa média de juros anual de 8% a.a. e uma inflação de 5% a.a., sendo juros reais de 3% a.a., o nosso jovem terá um valor aproximado de R$ 704.275,00.

Nesse cálculo, ele teve R$ 180.000,00 de valor poupado com seus recursos e R$ 524.275,00 de juros. Isso mesmo, os juros foram equivalentes a quase 3 vezes o capital!

E, se o cenário for outro: esse jovem, aos 20 anos, não pensava em guardar seu dinheiro e muito menos na sua aposentadoria. Então, quando chegou aos seus 35 anos, já com sua carreira consolidada, viu a importância de pensar no futuro.

Sua vontade também é de se aposentar aos 50 anos e, como já está com mais experiência no mercado, seu salário aumentou e ele pode guardar agora R$ 1.000,00 por mês.

Nossa, então tudo certo! Vai compensar o tempo dobrando o valor, não é? Não! Retomando: 15 anos, R$ 1.000,00 por mês, taxa de juros de 8% a.a., inflação de 5% a.a. e juros real de 3% a.a.

O valor poupado será o mesmo R$ 180.000,00, mas o valor total acumulado será de R$ 337.606,00. Como assim? Isso mesmo, o valor poupado permanece o mesmo, mas lembra daquele fator tempo que eu havia mencionado?

Aí está o quanto você pode usar ele ao seu favor ou não… Com a metade do tempo, ele terá apenas R$ 157.606,00 de juros. Estamos falando de uma diferença R$ 366.669,00.

Por isso, independentemente do valor que você pode guardar, inicie hoje; não deixe para amanhã. Utilize o tempo a seu favor, faça ele trabalhar junto com você.

4. Analisar seus investimentos

Tão importante quanto guardar o valor mensal é cuidar como você aplicará esse dinheiro. O que você precisa saber ao escolher sua aplicação: perfil de risco, tributação, carência e taxa de administração.

  • Perfil de risco: se você está iniciando a formação do seu capital, escolha um perfil conservador, pois nesta fase você não tem espaço para perdas. Se já possui um capital constituído, deve ser analisado o seu perfil de investidor;
  • Tributação: existem aplicações que têm incidência de Imposto de Renda, como fundos de investimentos e CDB (Certificado de Depósito Bancário), por exemplo. E outras que são isentas como LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e LCA (Letra de Crédito do Agronegócio), mas não significa que pagar imposto seja ruim. Analise o liquido, deduzindo o Imposto de Renda da rentabilidade dos produtos que possuem este critério e compare com os isentos. Afinal, o que importa é o melhor rendimento, certo?;
  • Carência: é o prazo que a aplicação deve permanecer em que não há possibilidade de retirada antes da data estipulada. Lembre-se de não deixar todo o capital com carência, você precisa ter um percentual da sua carteira com liquidez;
  • Taxa de administração: a taxa de administração é o valor cobrado para administrar o seu recurso, pois alguns investimentos possuem um Gestor, ou seja, uma pessoa que administra o valor de cada investidor para realizar as aplicações no mercado. Há investimentos com esta cobrança e outros que não a possuem. Esta taxa impacta na sua rentabilidade, portanto quanto menor melhor.

5. Persistência

Certamente, durante todo o processo de acúmulo de patrimônio, você vai esbarrar em alguns obstáculos que podem te fazer pensar em utilizar este valor ou até mesmo parar com o planejamento. Tenha claro onde você quer chegar e não desista; esta é a formula para concluir suas metas e viver seus sonhos!

E agora, vamos colocar em prática? Durante a leitura, com certeza você pensou em vários sonhos, não é? Te desafio a colocar 5 metas para cumprir até o final do ano.

Sonhar, planejar e realizar. Sinta que é possível e que a cada dia você está mais próximo de realizar seus sonhos!


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