10 hábitos que você precisa abandonar para investir melhor

24 de maio de 2018 Marcelo MirandaMarcelo Miranda

1 – Gastar o equivalente ou mais do que ganha

A regra é clara: pra ter dinheiro de verdade sobrando, tem que sobrar dinheiro no fim do mês (e não o contrário), afinal de contas, dinheiro faz dinheiro. Dica: toda vez que seu salário aumentar, aumente também o valor poupado por mês.

Exemplo: se você ganha R$10.000,00 por mês, tem um padrão de vida de R$9.000,00 e poupa R$1.000,00, a partir do momento que passar a ganhar R$20.000,00 por mês você pode, em vez de gastar R$18.000,00, continuar gastando os mesmos 9 (ou um pouco mais, ok, você também vai querer ter mais conforto, né?) e poupar o restante.

Digamos que queira aumentar seu padrão de vida e viver com 12~15 mil reais. Neste caso, você dobraria seu salário, mas não somente dobraria o valor de poupança, como multiplicaria em 5x o valor poupado mensalmente e ainda assim teria um padrão de vida melhor que anteriormente.

 AntesDepois
Salário / Ganho MensalR$ 10.000,00R$ 20.000,00
Custo de Vida MensalR$ 9.000,00R$ 15.000,00
Valor de PoupançaR$ 1.000,00R$ 5.000,00

Substitua pelos valores do seu salário/ganho mensal e aplique isso na sua vida. O ideal é que você poupe entre 20 a 30% do seu orçamento.

2 – Desmerecer os pequenos gastos do dia a dia

Cada pequena decisão de compra tomada por impulso vai ter um preço e pode não ser barato!

Quem nunca disse que “vai ser só uma cerveja” ou que “vai só comprar uma roupa que está precisando” e no final do mês se espantou com o valor da fatura do cartão de crédito?

Todos os pequenos gastos do dia a dia fazem diferença no final do mês. Você pode e deve se divertir, mas que tal colocar um teto para diversão no mês?

Faça valer cada centavo, mas não se esqueça de colocar isso na ponta do lápis para não “surtar” com a fatura do cartão.

Tenha um orçamento de gastos semanal, isso vai te ajudar a saber se aquela sua vontade repentina está liberada ou não.

3 – Deixar para a próxima semana/próximo mês

Essa dica não vale somente para investimentos, vale para tudo! Não é semana que vem, nem mês que vem, é HOJE!

É difícil desenvolver pensamento de longo prazo, mas é um exercício que precisa ser feito. Não tem coisa mais triste e desesperadora do que a sensação de perceber que a velhice está batendo na porta e você não se preparou.

E pensar no longo prazo não é só pensar na aposentadoria. É pensar nos seus sonhos grandes, coisas que demandam quantias maiores de dinheiro ou no padrão de vida que você pretende viver numa fase mais avançada.

Se você não começar a pensar nisso agora, a chance de conseguir concretizá-las como gostaria vai diminuindo um pouquinho a cada dia.

Informe-se sobre o quanto essas coisas custam – ou o quanto você precisa investir para ter determinada renda mensal no futuro –; coloque-as no seu orçamento e comece a fazer já!

4 – Investir só quando você tiver dinheiro para investir

Se pensar dessa forma, você não terá!

Existe uma coisa maravilhosa chamada juros compostos. O tempo é o seu maior aliado: quanto maior o período que seu dinheiro ficar investido, mais ele crescerá.

Se você esperar começar a ganhar mais para poupar, pode ter certeza que será bem mais difícil para você, do nada, conseguir dizer não para todas as coisas que quer fazer e comprar, ainda mais ganhando bastante dinheiro.

O que, por exemplo, é “ter dinheiro para investir”? Para mim, pode ser uma quantia X, para você, pode ser Y. Pare de esperar e comece a poupar!

Siga esta ordem:  receba -> poupe -> invista.

5 – Desperdiçar

Qualquer gasto fora do orçamento previamente planejado pode ser um desperdício.

Toda vez que você desperdiça, joga dinheiro no lixo. Seja o desperdício de um alimento que você comprou e não utilizou, de uma roupa que comprou sem necessidade e que foi parar no fundo da gaveta ou ao esquecer de apagar a luz ao sair de casa, deixar a TV ligada, etc.

6 – Gastar dinheiro com coisas mal planejadas

Economizar dinheiro sem um objetivo é como fazer uma dieta qualquer sem saber se irá emagrecer ou engordar com ela.

Coloque as cosias na ponta do lápis, como já falei antes. Defina o que é prioridade e o que não é.

Objetivos não são só coisas grandes, como comprar um carro ou fazer uma viagem internacional. Quer trocar de celular? Planeje-se. Quer começar um novo curso? Planeje-se.

Atingir objetivos é infinitamente mais prazeroso que gastar dinheiro com besteiras não planejadas.

7 – Achar que independência financeira é pagar suas próprias contas

Não é.

O conceito de independência financeira tem duas frentes: uma delas é a famosa reserva de emergência. Essa é a primeira prioridade que você deve ter em termos de investimentos. O tamanho dela depende de algumas variáveis, mas a grosso modo ela deve corresponder a 6 meses de todos os seus gastos mensais.

A segunda frente é a de ter uma renda mensal com os seus investimentos (até não precisar mais trabalhar). E fique tranquilo, você pode atingir isso muito antes do momento de aposentadoria que você imagina.

Afinal de contas, aposentar-se é isso: não precisar usar seu tempo para gerar renda e sim para relaxar e aproveitar as coisas boas da vida, sem se preocupar com o dinheiro, pois é ele que está trabalhando por você.

O que precisa saber é o quanto investir para que o dinheiro trabalhe por você; para que a rentabilidade dos seus investimentos lhe garanta uma renda mensal e você possa, literalmente, fazer o que quiser.

8 – Não esperar para ter o que quer

Em uma palestra do TEDx Talks, de Mel Robins, a apresentadora da CNN diz que o maior desafio da fase adulta é sermos “pais de nós mesmos”. E ela tem razão.

Quando você era pequeno, seus pais lhe falavam tudo o que tinham de fazer: comer salada, fazer a lição de casa, acordar cedo pra ir pra escola ou que iam comprar determinada coisa que você queria só quando desse e você tinha que esperar.

O problema da vida adulta é justamente esse: agora, é você quem decide. E você não quer esperar. Mas, desta vez, quem chora? Seu bolso.

Compre ou faça as coisas quando elas realmente forem necessárias e quando você puder pagar por elas sem comprometer o seu orçamento (isso inclui sua poupança mensal).

É difícil, mas é necessário. No fundo, dentro de nós ainda existe aquela criança que odeia ser contrariada – mas precisa, para o bem dela (seu).

9 – Parar de estudar e aprender

Quantas coisas você estudou na escola e na faculdade, mas não aprendeu? Estamos todos cansados de saber que não basta apenas estudar; mais importante ainda é praticar.

Portanto, use estas dicas no seu dia a dia e conte conosco para esse processo de aprendizagem!

10 – Poupar e não investir

Poupar não é investir! Não sobrar dinheiro no final do mês é péssimo, mas deixar dinheiro debaixo do colchão está longe de ser positivo.

Ou então aquela aplicação automática na caderneta de poupança que, convenhamos, existem opções bem melhores.

Entretanto, a culpa disso não é sua. Você só faz isso por falta de informação. Por isso, na hora de investir, é sempre bom contar com uma assessoria financeira especializada.

Afinal, boas escolhas fazem a diferença!

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