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O que você precisa saber antes de investir na bolsa de valores

17 de novembro de 2017 |

Em momentos de queda da Selic (taxa básica de juros), muitas pessoas estão percebendo que aquela ideia de ter 1% ao mês de retorno num investimento financeiro conservador acabou.

Agora, o que se encontra é algo em torno de 0,7% ao mês e esse número cairá ainda mais até o final do ano, quando o governo confirmar mais um corte na taxa.

Imagina-se que a bolsa de valores é a solução: “vou arriscar mais para ganhar mais”. Será que é assim mesmo? É bom lembrar que arriscar é bem diferente de ganhar. Não se deve ir para a bolsa apenas pensando nos possíveis ganhos.

Sim, os altos ganhos são possíveis, mas e se, por exemplo, seu investimento cair 15% em 3 dias? Isso é muito comum. Você está preparado para passar por isso?

Se não estiver, é melhor ir com menos “sede ao pote” e buscar soluções mais equilibradas (e existem muitas). E, se estiver preparado para isso, avalie a melhor maneira de entrar nesse mercado.

Existem, basicamente, duas formas de se investir na bolsa:

  • Comprar ações diretamente no mercado e formar sua própria carteira;
  • Aplicar num bom Fundo de Investimento em Ações (FIA), no qual essa função de comprar as ações fica a cargo de um gestor profissional.

Ambas as formas possuem vantagens e desvantagens. Se você preferir comprar suas próprias ações, a vantagem é que você é o responsável pelas decisões e pode investir apenas naquelas empresas em que você mais confia.

No entanto, terá de saber a hora certa de comprar e vender para garantir seus lucros, pois não existe uma “fórmula mágica”. Existem diversas técnicas de análise, mas vão lhe exigir muito conhecimento, tempo e dedicação até “pegar a manha” do mercado (algo difícil para quem está envolvido com sua profissão e compromissos do dia a dia).

Ainda assim, mesmo os mais experientes erram. Além disso, movimente valores que compensem os custos operacionais (corretagens, taxa de custódia, emolumentos) e prepare-se para fazer um bom controle das suas operações para apurar seus lucros.

Também será necessário entender as regras de recolhimento de imposto de renda (e elas não são simples), pois você mesmo terá de fazer esse cálculo e pagar o IR via DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais) para o governo.

Caso opte por investir em ações via FIAs, você terá um profissional com vários anos de experiência de mercado que só faz isso o dia todo; são os chamados gestores de fundos.

Eles estudam as empresas listadas na bolsa e decidem quais devem estar no FIA, quando comprar mais, quais empresas deve vender, quando vender, etc.

A desvantagem é que isso fica a cargo do gestor e você não pode interferir nessa carteira que ele monta.

Por outro lado, você paga apenas uma taxa de administração e fica livre de todos aqueles controles que precisam ser feitos por quem opera sozinho, pois o FIA já faz isso automaticamente, além de já calcular e reter o IR na fonte.

Teria ainda uma outra forma de se investir na bolsa, mas não diretamente: os Fundos de Investimentos Multimercados (FIM) com exposição à bolsa de valores.

Essa seria uma alternativa mais moderada para quem gostaria de usufruir de uma possível valorização desse mercado de bolsa, porém sem estar exposto a 100% das suas oscilações.

Nesse caso, o gestor do fundo investe não apenas em ações, mas também em títulos de renda fixa e operações cambiais, por exemplo.

Dessa forma, esse profissional vai ajustando o FIM conforme as suas expectativas sobre o mercado, com o objetivo de atingir o melhor desempenho possível.

Enfim, lembre-se que arriscar mais não é sinônimo de ganhar mais. Busque a solução que lhe traga bons resultados, mas sem perder o sono.

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