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Semana em 1 Minuto 31: Governo deve revisar PIB; BRF segue no plano de reestruturação; Bolsa sobe na semana enquanto dólar alcança R$3,90; e mais.

13 de julho de 2018 |

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Governo deve revisar PIB; BRF segue no plano de reestruturação; Bolsa sobe na semana enquanto dólar alcança R$3,90; e mais. Confira abaixo essas e outras notícias da semana:

Governo deve revisar PIB – O relatório bimestral de receitas e despesas, que será apresentado até o dia 22 de julho, deve trazer uma nova revisão para baixo do PIB. Segundo o Valor, a equipe econômica trabalha com números próximos de 1,6% para 2018 (em maio a projeção estava em 2,5%). Para 2019 o número deve ser 2,5%, que antes não tinha sido divulgado. O cálculo do Ministério da Fazenda é que a paralisação dos caminhoneiros contribuiu 0,2% negativos no PIB de 2018.

Banco Central vai aprovar compra de apenas 49,9% da XP pelo Itaú Unibanco –
Desta forma, as instituições terão de refazer o contrato já amarrado, que previa a possibilidade de o banco passar a aumentar sua participação na corretora para 75% a partir de 2022, podendo chegar aos 100% em 2024. Pela fatia de quase metade da XP, o Itaú desembolsou R$ 6,3 bilhões. A expectativa é de que o Banco Central dê aval para o negócio até o final de julho. As informações são do Estado de S. Paulo.

Trump ataca Alemanha na Otan –
O presidente Trump repetiu suas críticas de que a Otan não está protegendo seus membros da Rússia, enquanto a Alemanha paga bilhões de dólares para as importações de gás Russas. Trump pediu que os membros aumentem seu comprometimento com a defesa de 2% do PIB, uma meta acordada em 2014, para 4%, destacando que os EUA gastam mais na defesa da Europa do que a própria Europa, e “então perde bilhões em comércio”.

O Financial Times destaca que Trump foi amplamente condenado por atacar a Alemanha em público. Muitos especialistas em política externa concordam que a Otan precisa gastar mais, mas argumentam que a Otan deve demonstrar unidade.

Eletrobras: Senado adia votação do PL das distribuidoras pra Agosto –
A votação do Projeto de Lei que resolve pendências financeiras das distribuidoras da Eletrobras ficará para Agosto, após o recesso, devido à falta de consenso geral e resistência de bancadas das regiões Norte e Nordeste. Apesar disso, de acordo com o Valor Econômico o governo pretende manter em 26 de julho o leilão de privatização, haja visto que o PL não é essencial para aumentar a atratividade de todas as empresas.

Caso não haja interessados, o governo pretende repetir o leilão algumas semanas depois, quando se espera que o PL seja aprovado no Senado e sancionado pelo Presidente após a aprovação do projeto de lei, caso não haja interessados.

 

BRF pede a bancos que apresentem propostas para vendas de ativos –
A BRF segue com seu processo para a contratação dos bancos de investimento que ficarão à frente da venda de ativos, conforme o plano de reestruturação anunciado pela processadora de alimentos. A empresa não fará, entretanto, um processo formal, com o envio dos chamados RFPs (request for proposals, em inglês), ou solicitação de propostas. A BRF está pedindo às instituições financeiras propostas comerciais para a venda de ativos específicos. Alguns enviarão sugestões para a venda de ativos na Europa, outros para Argentina e outros para Tailândia.

Assim, a expectativa é que três bancos de investimento sejam contratados para assessorarem os desinvestimentos e a seleção deve ser finalizada em breve. A BRF tem como meta levantar, com esse programa, R$ 5 bilhões, baixando a alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) para 4,35 vezes até o fim deste ano – no fim do primeiro trimestre, estava em 4,44 vezes.

 

Bolsa –
Apesar de subir ontem em meio a expectativas de bons resultados trimestrais e de uma melhora no tom do noticiário, o índice Ibovespa deve sentir não só a deterioração do sentimento global de mercado, mas também os indícios de que a disciplina fiscal está desmoronando no final da administração Michel Temer. A suspensão do leilão das distribuidoras da Eletrobras deve ser o gatilho para potenciais quedas.

Outras manchetes do dia trazem notícias pouco empolgantes: sindicatos tentando bloquear o acordo Embraer-Boeing, a rejeição do Banco Central à compra do controle da XP Investimentos pelo Itaú Unibanco e a resignação da Petrobras em mudar sua política de preços para os combustíveis.

 

Câmbio –
O pregão na Ásia recebeu a notícia de que o governo chinês estaria tentando negociar uma saída da guerra comercial com os Estados Unidos. A reação inicial foi positiva, mas se dissipou ao longo desta madrugada. Assim, nosso dia começou com o dólar americano avançando perante pares e moedas emergentes, queda nas commodities e bolsas europeias sem direção – mas com viés de estabilidade.

O câmbio no Brasil deve refletir isso e, consequentemente, os juros, que há dias mostram uma tendência de alta com investidores receosos com a escalada das incertezas.

 

Dólar salta mais de 2% e volta a se aproximar de R$3,90 –
escalada se deu em meio ao ambiente de aversão ao risco no exterior, especialmente após os Estados Unidos ameaçaram adotar novas tarifas sobre produtos chineses. O dólar avançou 2,20%, a 3,8811 reais na venda. O dólar futuro, por sua vez, subiu cerca de 1,65%. No ano, o dólar acumula alta de 17,1% sobre o real. Como tem feito recentemente, o Banco Central não anunciou intervenção extraordinária no mercado de câmbio.

 

Estas foram as principais notícias desta semana.

Ótimo final de semana e até a próxima sexta!

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