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Semana em 1 Minuto #30: Nova Poupança tem rentabilidade real negativa; Preço dos imóveis cai no primeiro semestre, IPCA de Junho e mais!

6 de julho de 2018 |

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Nova Poupança tem rentabilidade real negativa; Preço dos imóveis cai no semestre; IPCA de junho; e mais. Confira abaixo essas e outras notícias da semana:

Nova Poupança tem rentabilidade real negativa no primeiro semestre 2018 –
Após a divulgação do IPCA de junho, podemos concluir que a Nova Poupança teve rentabilidade real negativa no primeiro semestre de 2018. A inflação do período foi de 2,60%, enquanto a poupança rendeu 2,32%. Portanto, o rendimento real da Nova Poupança no primeiro semestre foi de -0,27%.

 

Economistas já preveem crescimento econômico anual menor que 1% –
Apesar dos analistas ouvidos pelo Banco Central indicarem alta do PIB de 1,5% em 2018, alguns cenários alternativos apontam para um crescimento entre 0,7% e 0,8%. Para estes, o início de ano decepcionante — marcado por um desemprego insistente e pouca criação de vagas —, o segundo trimestre abalado pela greve dos caminhoneiros e a desconfiança no setor produtivo do Brasil são motivos suficientes para esperar que o ano em curso seja pior do que o passado. Vale lembrar que, ainda em março, a expectativa de crescimento da economia nacional era de 3%.

 

Preço dos imóveis tem queda real no semestre –
De acordo com o Índice FipeZap, que acompanha o preço de imóveis anunciados para venda em 20 cidades brasileiras, o valor dos imóveis residenciais à venda no país teve queda de 2,59%. A queda real é observada quando o valor de um determinado bem tem uma alta menor que o aumento generalizado dos preços medido pelo IPCA.

No primeiro semestre, o preço médio dos imóveis diminuiu 0,16%, enquanto a inflação esperada no período foi de 2,49%. O valor médio dos imóveis à venda anunciados nas 20 cidades monitoradas pelo FipeZap em junho foi de R$ 7543/metro quadrado. O Rio de Janeiro continua como a cidade mais cara do país, com metro quadrado médio de 9.556 reais.

 

Produção Industrial tem forte queda, mas melhor do que esperado –
Em maio de 2018, a produção industrial recuou 10,9% frente a abril, queda menor do que o esperado pelo mercado (15%), mas ainda sendo a queda mais acentuada desde dezembro de 2008 (-11,2%), com ajuste sazonal. O IBGE apontou que a paralisação dos caminhoneiros foi o grande causador da queda de maio. Atividade tem desapontado, e o PIB vem sendo revisado de 3% no começo do ano para 1.5% hoje para 2018, com alguns cenários adversos já trazendo 0,5-1%.

 

Petróleo: Trump pressiona OPEP para aumentar produção e baixar preços –
O presidente dos EUA, Donald Trump, twittou sobre a OPEP ontem, repetindo a ameaça de que ele vai condicionar o apoio a segurança na área a aumentos de produção de petróleo, levando à redução de preços. Em particular, Trump têm pressionado a Arábia Saudita (líder da OPEP de fato) para aumentar a produção em 2 milhões de barris / dia versus os 1 milhão de barris / dia prometidos pelo reino na última reunião da OPEP.

Embora tal pressão geopolítica possa potencialmente levar a uma produção maior, outras quedas de oferta continuarão independentemente e sustentarão os preços, como as provocadas pelas sanções ao Irã e a queda da produção na Venezuela devido à crise econômica do país.

 

Petrobras assina acordo com petroleira chinesa –
A estatal brasileira concluiu na quarta-feira uma carta de intenções com a China National Petroleum Corporation International (CNPCI). A parceria tem como objetivo concluir as áreas de refino do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), que deveriam estar prontas desde 2012 . Os chineses também terão uma participação na exploração do pré-sal da área de Marlim, na Bacia de Campos.

Em março deste ano, a Petrobras já havia assinado um contrato de R$ 1,95 bilhão para a construção da unidade de gás natural do Comperj com uma sociedade formada pela chinesa pela empresa chinesa Shandong Kerui Petroleum e pela brasileira Método Potencial.

 

Ações da Embraer despencam 14,29% após anúncio de joint venture
Trata-se da maior queda diária já registrada pela empresa. Segundo analistas, o valor do acordo com a Boeing ficou abaixo do esperado, derrubando os papéis da companhia brasileira. As incertezas sobre a fusão da Boeing com a Embraer também contribuíram para o cenário. As empresas aeronáuticas chegaram a um acordo nesta quinta-feira para formar uma nova companhia de aviação comercial no Brasil.

A Boeing terá 80% do novo negócio, enquanto a Embraer ficará com os outros 20%. A americana pagará US$ 3,8 bilhões pelo controle da sociedade. O acordo contempla “os negócios e serviços de aviação comercial da Embraer, estrategicamente alinhada com as operações de desenvolvimento comercial, produção, marketing e serviços de suporte da Boeing”, afirmam as empresas em comunicado. A expectativa é gerar uma redução de custos anual de US$ 150 milhões até o terceiro ano da nova empresa.

Os funcionários da estatal brasileira, no entanto, podem ficar tranquilos. Em comunicado interno obtido pela Veja, Paulo César de Souza e Silva, CEO da Embraer, informou que os empregados dedicados à aviação comercial serão “100% integrados à nova empresa”.

 

BRF: Retomada à vista –
A BRF anunciou na última sexta-feira um plano de reestruturação, com expectativa de arrecadar R$ 5 bilhões com a venda de ativos nos próximos seis meses e adequação de plantas para melhorar sua estrutura de capital, além de simplificar sua estrutura organizacional.

 

IPCA sobe 1,26% em junho –
Após alta de 0,40% em maio, o IBGE informou hoje que o IPCA de junho foi de 1,26%, acumulando 4,39% nos últimos 12 meses.

 

Estas foram as principais notícias desta semana.

Ótimo final de semana e até a próxima sexta!

 


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