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Semana em 1 Minuto #23: COPOM mantém Selic e encerra ciclo de cortes; Alckmin anuncia equipe econômica; dólar sobe, bolsa cai; e mais

18 de maio de 2018 |

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COPOM mantém Selic e encerra ciclo de cortes; Alckmin anuncia equipe econômica; dólar sobe, bolsa cai; e mais. Confira abaixo essas e outras notícias da semana:

Alckmin anuncia equipe econômica

Geraldo Alckmin, pré-candidado à presidência da República pelo PSDB anunciou sua equipe econômica. Entre os integrantes, estão os economistas Edmar Bacha e Persio Arida, dois dos criadores do Plano Real, José Roberto Mendonça de Barros, ex-secretário de Política Econômica do Ministro da Fazenda entre 1995 e 1998 e o agrônomo Alexandre Mendonça de Barros. A equipe ainda não está fechada.

Juíza determina prisão de José Dirceu

A juíza Gabriela Hardt, substituta do juiz federal Sérgio Moro, expediu mandado de prisão para o ex-ministro José Dirceu começar a cumprir a pena de 30 anos, nove meses e dez dias de prisão no âmbito da Operação Lava Jato.

Zé Dirceu foi condenado em 1ª instância por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e pertinência à organização criminosa por envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras.

Maia encerra sessão sem votar MP que permite venda direta de petróleo do pré-sal

Após mais de cinco horas de obstrução da oposição, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), encerrou na madrugada de quarta-feira sessão iniciada ainda na noite de terça-feira, 15, sem votar a medida provisória (MP) que permite a venda direta de petróleo pertencente à União extraído do pré-sal. A MP perde a validade em 31 de maio. Até lá, também precisará ser aprovada pelo Senado.

Investimento federal cresce pela primeira vez em quatro anos

Matéria do Valor destaca que pela primeira vez desde 2014, os investimentos públicos cresceram na comparação anual. De janeiro a março deste ano esse tipo de despesa somou R$ 8,5 bilhões, R$ 2,6 bilhões (44%) a mais do que no primeiro trimestre de 2017. Importante ressaltar que investimentos públicos tendem a avançar com o ciclo eleitoral.

Copom mantém Selic em 6,5%

O Copom decidiu manter a taxa Selic em 6,50% a.a., dando um fim ao ciclo de cortes iniciado em outubro de 2016. O Banco Central colocou as incertezas em relação ao ambiente externo como principal motivo para a mudança de tom.

Em sua ata, o BC afirmou que a política monetária se encontra em caráter estimulativo, indicando que no médio prazo pode ser necessário elevar a Selic para normalizar a política monetária.

Segue o trecho em que o Banco Central faz o destaque:

18. Os membros do Comitê manifestaram o entendimento de que a conjuntura econômica com expectativas de inflação ancoradas, medidas de inflação subjacente em níveis baixos, projeções de inflação abaixo da meta para 2018 e em torno da meta para 2019, e elevado grau de ociosidade na economia prescreve política monetária estimulativa, ou seja, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural. Embora estimativas dessa taxa envolvam elevado grau de incerteza, os membros do Comitê manifestaram entendimento de que as atuais taxas de juros reais têm efeito estimulativo sobre a economia

Além da normalização, vale destacar que embora tenhamos uma visão positiva para as Eleições 2018, com um candidato reformista sendo vencedor, entendemos que a questão fiscal ainda é muito crítica. 2019 deve trazer uma negociação lenta e desgastante com o Congresso para a aprovação de reformas, seja qual for o presidente, ele não terá vida fácil.

Na parte externa, os principais bancos centrais do mundo se aproximam cada vez mais de um período no qual devem voltar a subir os juros e normalizar seus balanços, assim como o Fed (banco central dos Estados Unidos) está fazendo.

A soma dos dois fatores deve resultar em um ambiente no qual a normalização dos juros brasileiros se mostra um caminho natural. O quanto será feita essa normalização é algo discutível, mas a direção não.

Dólar “ignora” COPOM e ultrapassa R$3,70, enquanto juros futuros avançam e bolsa cai

Após a decisão do BC de manter a taxa Selic em 6,50% ao ano, o dólar iniciou em queda na quinta-feira, o que não durou muito. Na parte da tarde, acelerou alta novamente ultrapassando a marca de R$3,70. Enquanto isso, num dia amplamente negativo, o Ibovespa recuou fortemente em 3,37% e, pelo menos até a manhã desta sexta-feira, o índice ficou abaixo dos 83mil pontos.

IBC-Br recua 0,66% em Março, mais que o esperado

A proxy mensal do PIB Brasileiro, IBC-Br, divulgada ontem pela manhã, recuou 0,66% a.a. em março, abaixo do esperado (0,2%). O desvio do indicador em relação às expectativas aumenta as dúvidas em relação ao cenário de PIB acima de 2,5% para 2018.

Estas foram as principais notícias desta semana. Ótimo final de semana e até a próxima sexta!

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