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Uma retomada da economia real

11 de outubro de 2017 |

Nos últimos meses, vimos nosso País em uma grande berlinda. De um lado, o ciclo econômico que indica recuperação e, do outro, a incerteza política às vésperas de um ano eleitoral em 2018.

No entanto, embora a pauta eleitoral já movimente especulações no mundo politico e imprensa, ainda não tem sido o principal direcionador de preços no mercado financeiro.

Uma vez que as candidaturas majoritárias devem ser definidas apenas no primeiro trimestre de 2018, até lá deve haver espaço para discussão de outros temas.

Enquanto as eleições não chegam, o mercado vem procurando sinais de recuperação da atividade e especulando sobre o tamanho do corte do juros.

Dentro de um cenário politico mais neutro, outra noticia que anima os investidores é o movimento de privatização, como a proposta que aconteceu com a Eletrobras.

Apesar da expressiva valorização do índice Ibovespa no mês de agosto (7,4%/17,6% no ano), o principal índice da bolsa brasileira está ainda próximo à média histórica na relação preço/lucro, em um momento em que os juros estarão próximos aos níveis mínimos históricos. Além disso, a ultima safra de resultados das empresas foi muito positiva.

Outros fatores que podem contribuir para um cenário mais favorável é a boa perspectiva do crescimento do mercado global, um cenário de liquidez mundial abundante e a possibilidade do investidor institucional voltar a investir em ativos de renda variável com um cenário de juros menores.

Olhando para a nossa economia, o principal motor do PIB brasileiro deve ser o consumo das famílias.

As pessoas físicas parecem ter feito boa parte do dever de casa no ciclo de redução de endividamento e apresentam elevação na confiança baseado nos primeiros sinais de estabilização do mercado de trabalho.

Do lado negativo, ainda temos um cenário muito difícil do ponto de vista fiscal, que ainda está longe de ser equalizado, e um crescimento econômico ainda baixo.

Pontos estruturais importantes, que já limitam o crescimento brasileiro, independente das incertezas do ano que vem.

Mesmo assim, o consenso do mercado aponta para juros baixos por um bom tempo, o que reduz o custo de oportunidade e estimula a recuperação e retomada do mercado.

Como em uma corrida de longa distância, o desafio é contra você mesmo; a questão não é se a perspectiva econômica do Brasil está ótima, mas de ela estar melhorando em relação ao passado recente do próprio País, e isso já está acontecendo.

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