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Os bons ventos da taxa SELIC

25 de junho de 2018 |

Na quarta-feira (16/05), o Comitê de Política Monetária (COPOM) decidiu, por unanimidade, manter a taxa SELIC em 6,50% ao ano.

Com a decisão, provavelmente será finalizado o ciclo de cortes na taxa de juros. Essa decisão foi tomada, principalmente, porque o mercado externo tornou-se mais desafiador e apresentou volatilidade, com um aumento de risco no curto prazo.

O Banco Central coloca abertamente em sua ata que a política monetária se encontra em caráter estimulativo. De qualquer forma, o atual patamar da SELIC é muito favorável, pois força a retomada dos indicadores econômicos e o reaquecimento do mercado, que já tem sinais de recuperação.

Um dos principais indicadores que permitiram a redução da taxa de juros nos últimos meses foi a inflação. Constantemente vigiado pelo Banco Central, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é o indicador oficial da inflação no Brasil. Com esse índice sob controle e abaixo do centro da meta, permite-se que o Brasil mantenha a taxa de juros baixa por mais tempo.

“Que os juros baixos são muito benéficos para o país, todos sabem”

E a lógica é muito simples: a SELIC, taxa básica de juros, representa o “custo do dinheiro” no país. Com a SELIC baixa, o dinheiro se torna mais barato no mercado e as aplicações financeiras livres de risco, pagam menos. Com isso temos um estímulo para o consumo interno e a retomada dos investimentos na economia real.

E para o investidor, é benéfico? Muitos se questionam se com a atual taxa de juros, ainda vale a pena deixar o dinheiro em aplicações conservadoras, ou seja, que estão relacionadas à taxa SELIC.

Além da decisão sobre os juros, temos que entender que o ganho real foi mantido. Isso é muito importante, pois de nada adianta termos um bom crescimento do país ou do nosso patrimônio, se ele for corroído pela inflação.

Em janeiro de 2016, por exemplo, tínhamos a taxa SELIC a 14,25%, porém uma inflação acumulada de 10,70%, gerando assim um ganho real de 3,21%. Hoje, temos uma taxa de juros a 6,50%, com uma inflação acumulada em 12 meses de 2,76%, gerando assim um ganho real de 3,64%. Ou seja, além da taxa de juros, o ganho real das aplicações em renda fixa foi preservado.

Mediante esse cenário, as aplicações de renda fixa conservadoras continuam atrativas, pois o ganho real teve até um pequeno aumento. Com a inflação baixa, qualquer ganho que se consiga acima da SELIC representa um aumento significativo no ganho real do poupador.

Caso consiga, por exemplo, otimizar seus investimentos para um rendimento de 10% ao ano, teria um ganho real de 7,04%. Ou seja, mais do que dobraria o ganho real, e isso no longo prazo faz muita diferença.

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