Você sempre pode investir melhor

6 dicas de especialista para quem planeja investir

17 de maio de 2018 |

Com juros baixos (Taxa Selic em 6,5%) e inflação controlada (menos de 3%), a economia começa a dar sinais de recuperação deixando à mostra algumas oportunidades.

Uma alternativa interessante para quem quer surfar numa provável alta do mercado é construir uma carteira de investimentos eficiente.

Mas, antes de se aventurar com os riscos e os diferentes tipos de rentabilidade, é preciso conhecer, como destaca Leandro Corrêa, sócio-fundador da catarinense Patrimono Investimentos, considerada no ano passado a melhor assessoria de investimentos XP no país, entre os mais de 650 escritórios da rede.

Confira dicas de Leandro para reduzir os equívocos na hora de investir:

Características de um bom investidor

Curiosidade e o hábito de comparar seus investimentos. Analisar e acompanhar periodicamente de acordo com a estratégia adotada e sair da zona de conforto para aproveitar oportunidades do mercado, além de buscar sempre o conhecimento. Quanto mais o investidor entender, mais ele pode ganhar.

Estratégias para o cenário atual

Em primeiro lugar, é importante ter um orçamento para saber quais são seus gastos fixos, variáveis e, aí sim, o quanto você pode poupar mensalmente. Com isso em mãos, é preciso traçar um objetivo para seus investimentos, acumular uma reserva de emergência e investir para objetivos de curto, médio ou longo prazo, respeitando as estratégias.

Fator risco

É essencial que o investidor, antes de investir, entenda o perfil de risco para que ele se adeque aos produtos de acordo com seu temperamento. Obviamente, investir no mercado de ações é mais arriscado que aplicações de renda fixa, por isso o investidor deve se atentar se determinada aplicação condiz com seu perfil e objetivo.

Oscilações nos investimentos e a manutenção do foco

O investidor precisa entender que, usando como exemplo aplicações de renda fixa, a rentabilidade vai variar de acordo com a taxa de juros do mercado. Ou seja, conforme a taxa subir, mais ele vai ganhar e vice-versa.

De qualquer maneira, é importante que ele ganhe sempre acima dos 100% do CDI, pelo menos. Neste caso, também devemos olhar para o retorno real, que é a diferença entre a inflação e a taxa de juros.

Com o cenário atual da Selic baixa e as projeções do mercado para o próximo ano, o investidor deve se habituar a tomar um certo risco na sua carteira se quiser ganhar mais.

O que não significa investir em algo que ele possa “perder dinheiro”, mas aplicações onde ele não vai mais ter uma remuneração estável como é na renda fixa, e sim tendo certas oscilações, onde deverá olhar o médio/longo prazo.

Investir no Brasil

Investir sempre é um bom negócio. Apesar de estarmos num período em que a renda fixa não paga mais aquele famoso 1% ao mês, existem inúmeras oportunidades – até mesmo em renda fixa – que o investidor pode aplicar seu dinheiro.

Se olharmos mais uma vez o juro real atual, ou seja, seu ganho real descontado a inflação, percebemos que a pessoa que investe 100% do CDI ainda ganha um juro real bem próximo daquele que ela obtinha quando a Selic estava em 14,25% ao ano.

Preparação

O principal fator é o conhecimento. Se você conhecer e entender essa área de investimentos, vai sempre aproveitar as oportunidades que o mercado oferece.

Em fundos, no geral, o investidor deve avaliar qual a característica de cada um, se está adequado ao seu perfil, qual a estratégia do fundo, taxa de administração (se está adequada ao mercado ou não).

Já na renda fixa, procurar sempre aplicações que paguem acima dos 100% do CDI e de preferência com a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Créditos).

No mercado de ações, avaliar muito bem a empresa que deseja investir, fazer uma análise mais aprofundada não só dela, mas do setor em que ela atua e sempre acompanhar o mercado.

É indicado que o investidor sempre conte com a ajuda de um profissional especialista que possa lhe assessorar na hora de tomar as melhores decisões, pois boas escolhas fazem a diferença.

Este texto foi publicado originalmente no Jornal de Santa Catarina.

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